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CALABASAS (CA) – Terminou há alguns dias um dos leilões nerds mais cobiçados da Costa Oeste, o Profiles in History. A cidade de Calabasas recebeu colecionadores abonados de todas as partes do país para disputar itens originais utilizados em filmes com Guerra nas Estrelas, De Volta para o Futuro e, claro, James Bond. Todas aquelas coisas maravilhosas que sonhamos em ter, mas, como nerds pobretões e não-milionários, a gente se contenta em ficar babando, né?

A venda mais cara do evento foi o TIE Fighter original utilizado em Guerra nas Estrelas: Uma Nova Esperança. O caça imperial foi vendido pela bagatela de US$ 402,5 mil (algo em torno de R$ 608 mil), o preço de uma casa média em Los Angeles e, claro, uma senhora mansão em São Paulo. Sou fanzaço do filme, agora, meio milhão num Tie Fighter? Ok, quem estou querendo enganar? Se eu tivesse, eu comprava! =D

Entre os outros itens, fiquei empolgado com as Tábuas dos Dez Mandamentos originais carregadas pelo Charlton Heston depois que ele fumou um base… oops, viu a moita em chamas e falou com o Todo-Poderoso. o_O. O site Triviamania comprou as plaquetas por singelos US$ 69 mil. Barato, né?

O próximo leilão da Profiles in History acontece em dezembro e acho que vou até lá conferir os ricaços saindo no tapa pelos colecionáveis. Confira a lista das aquisições mais curiosas do leilão. E haja dinheiro, meu povo! Enquanto isso, eu virei o maior consumidor de frango da Costa Oeste. É barato e rende bastante!

US$ 75 mil – manuscrito autografado por Ian Fleming sobre o filme Moscou Contra 007. Esse á para esfregar na cara dos amigos!

US$ 60 mil
– Velociraptor animatronic em tamanho real de Jurassic Park III. Esse é para colocar na porta e matar aquela tia chata do coração! Ah, o T-REX em escala real foi vendido por US$ 55 mil. Imaginou ter os dois no quintal?

US$ 64 mil
– o skate magnético original de Michael J. Fox em De Volta para o Futuro II e III. Ele não funciona, ok!?

US$ 58 mil – roupa de Demolidor usada por Ben Affleck, com suor original. Para quem tem tara por couro, é item obrigatório no armário! Haha! Val, pediram pra te avisar que tem mais uma no estoque!

PÁCABÁ!
US$ 26 mil – o Santo Graal de Indiana Jones e a Última Cruzada (o burraldo aqui tinha escrito errado. Tooooooooooma eu!)! Não, ele não garante vida eterna e não cura ferimentos a bala. Funciona apenas com o Sean Connery, Dercy Gonçalves tentou, mas escolheu o Graal errado!

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O inevitável aconteceu. Com a maioria dos campeões de bilheteria do ano, a Paramount foi o primeiro estúdio a ultrapassar a marca de US$ 1 bilhão no faturamento com ingressos nos Estados Unidos. Também pudera, a empresa teve em suas mãos produtos de gente graúda como Marvel, DreamWorks, além do maior aventureiro de todos os tempos. Homem de Ferro, Indiana Jones e Kung Fu Panda mostraram-se mais do que capazes de cumprir suas metas e fracassos como Speed Racer só aumentaram a força da companhia. E, claro, lembrando que o ano começou bem com Cloverfield quebrando tudo. Agora a Warner Bros. começa a contra-atacar com o bem-sucedido Agente 86, que lidera as bilheterias norte-americanas, e usará sua maior arma do ano: Dark Knight.

Para a Paramount Brasil as coisas devem estar mais lindas ainda, pois além desses filmes, a empresa ainda distribui os filmes da Universal, que inclui O Incrível Hulk, Procurados (que estréia essa semana por aqui), Hellboy II e já está de olho no próximo filme da franquia A Múmia. Quem passou batido e merece umas palmadas é a Fox, cujo melhor lançamento foi Jumper e mais nada. Um monte de filmes pequenos e The Happening, que era porrada garantida, já que o mundo decidiu odiar M. Night Shyamalan. Eu gosto dele. Pensem o que quiserem. O cara tem coragem, faz filmes com convicção e admiro isso num diretor autoral.

O mais engraçado é que isso estava tão na cara quando eu olhei o line up para esse ano, ainda em dezembro de 2007. Foi inevitável pensar: caramba, como a Paramount estão cheia de canhão pro ano que vem. Mas o melhor de tudo é que a mira também estava boa e todos os tiros foram certeiros. E o meu salário, ó! =D

E já que falei no Red, um trailer para animar a semana!

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Um pouquinho de história barretônica antes de mais nada. No ano de 1999, na primeira Jedicon, eu coloquei uma certa fantasia só para desfilar um pouco. Como organizador nunca para quieto, acabei ficando o resto do dia correndo para lá e para cá vestido de Han Solo. Embora pouca gente se lembre, já que essa nova geração de fãs ainda mijava nas calças em 99, isso aconteceu e muita gente ainda me chama de “presidente Han Solo”. Foi muito legal.

Apertando o botão de avançar no tempo para, exatamente, 25 de fevereiro de 2008. Quatro dias antes, recebo um comunicado me escalando para minha primeira entrevista oficial pela revista. O coração já bateu forte pelo lado profissional, mas quando terminei de ler o email eu quase enfartei. Meu primeiro entrevistado seria ninguém menos que Harrison Ford.

E, para meu desespero, em Santa Monica, que é bem longe de onde eu moro. Dá-lhe Busão! Por sorte, porém, na sexta-feira anterior, quando fui entrevistar o elenco de Agente 86, trombei minha coleguinha Donna, uma australiana MUITO GENTE BOA, que também estava escalada para o Ford e me ofereceu carona. Menos mal, SÓ tive que ir até Beverly Hills – um metrô e um busão e 1h30 de investimento –, mas valeu a pena, pois até Santa Monica seriam quase 3 horas e mais um busão.

A entrevista seria no dia 25, mas, o que tinha na noite anterior? Oscar, claro. Enfiei meu rabicozinho num restaurante, curiosamente, brasileiro, pois vi todo mundo olhando para uma parede. Como parede não pode ser tão legal, saquei que era uma plasma. Dito e feito, entrei, comi polenta – oba! – e tomei algumas taças de vinho. Italiano, tinto. Muito bom. Tudo isso enquanto atualizava o Judão no Oscar 2008. Descobri que meu laptop não tem uma bateria muito boa e na metade do prêmio já estava pedindo água!

Claro que, normalmente, você se prepara, faz pesquisa e organiza as idéias para falar com um top star que nem o Ford, mas, no fundo, eu me preparei para essa conversa nos últimos 20 anos da minha vida. Dá arrepio até de lembrar.

Bão, madruguei no dia seguinte para chegar a Beverly Hills no horário combinado. Metrô e busão depois, cheguei ao apê dos australianos, mas não tinha ninguém. Mas o susto durou pouco e eles só tinham ido tomar café. Carona certa, Santa Monica aqui vou eu. O caminho até lá é legal, uma baita avenidona que não termina nunca! Quer dizer, quase.

Quando eu achava que continuaria muito mais, finalmente, vi o mar da Califórnia. Pois é, praia! O hotel ficava ao lado de Venice Beach, um dos points mais badalados do lugar. Ou seja, levou quase 2 meses para eu ver o mar! Mas foi legal. Rolou uma mini emoção. HAHA.

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O clima já começava quando um pôster de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (esse aí da foto) indicava o caminho para a sala de entrevistas. As meninas supersimpáticas da Paramount já me esperavam, a salinha lotada de comida também, e, claro, a vista para o mar! Encontrei com Isabela Boscov, da Veja. Fiquei muito feliz ao, finalmente, me ver num mesmo evento que ela. Depois de lutar tanto como assessor para mandá-la para alguma das minhas junkets, lá estava eu, “concorrente” dela. Mas a mulher é um doce e extremamente profissional. É ótima para conversar e entende como o mundo funciona, ao contrário de outra pessoinha ridícula e mau-caráter, que apareceu depois.

Aí veio a entrevista. A assessora de imprensa entra acompanhando um sujeito de cabelos bem grisalhos, calça jeans, mãos no bolso, e um blazer cinza. O cara vem chegando e ela pede para que cada um se apresente…. “começando pelo Fábio”. Eu simplesmente congelei! Por uma fração de segundos, claro, até que vi ele esticando a mão. “Prazer, Harrison Ford”. “Fábio Barreto, Brasil”. E seguiu cumprimentando os demais.

A entrevista começou, aos poucos, ele foi tirando o blazer, arregaçou as mangas e enfrentava a bateria de perguntas. A maioria boas, mas, claro, sempre algumas besteiras no caminho. Era engraçado notar como, conforme ele falava, dava para identificar um pouco de cada um dos maiores personagens que marcaram minha vida. Eu juro que, enquanto anotava uma resposta, eu achei que o Han Solo estava ali na sala. Bem, estava, mas vocês entenderam.

Entrevista encerrada, era a vez de conversar com Frank Marshall, o produtor. O cara era todo sorrisos, pois tinha acabado de ganhar uma penca de Oscars por Ultimato Bourne, então foi um passeio falar com ele. A melhor coisa foi descobrir que Foz do Iguaçu está no filme. Deu para ter certeza de que é impossível não gostar do próximo Indiana. Deu até arrepio ouvir ele falando dos primeiros filmes e da retomada do trabalho com o novo.

Nesse meio tempo, rolaram umas conversas e uns papos, e acabei conseguindo uma segunda entrevista com Harrison Ford. Não congelei nem nada, mas ampliei os sentidos. Precisava ser melhor que na primeira e quebrar a banca. Afinal de contas, eu estaria lá uma segunda vez.

Retornei à sala, ele retornou e cumprimentou a todos. Quando chegou a minha vez, enquanto apertava minha mão, parou.

– Ei, você voltou?
– Sim.
– Acho que preciso responder direito para você, então, hein?
– Vamos apenas fazer nosso trabalho. Estou duplamente honrado.
– Não duvido.
Sorriu e sentou-se.

Devo dizer que foi triste ouvir, duas vezes, ele dizer que Han Solo não é interessante, meio bobo e que não voltaria a interpretá-lo. “E aquelas calças, meu deus”.

Embora não tenhamos visto nenhuma prévia do filme e todo mundo tenha feito segredo além do normal sobre o roteiro, foi possível respirar o mundo de Indiana Jones, naquele delicioso hotel beira-mar, em Santa Monica. Conheci um sujeito que, mesmo não gostando, me fez querer aprender a falar inglês, fundar um fã clube e virar jornalista. Tudo para, um dia, entrevistar alguém como ele, já que, ele, parecia sonho bobo. E foi justamente ele que iniciou um novo período profissional na minha vida. Claro que não disse nada disso ao Harrison Ford e fiz apenas meu trabalho, mas, lá no fundo, meu coração batia num ritmo diferente, ritmo de quem sonhou, lutou, sofreu e conseguiu chegar além de seus maiores sonhos.

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(Santa Mônica, sem óculos de sol e tirando foto sozinho, podia ser pior!)

A matéria sair na capa da revista Época foi a cerejinha que faltava nesse bolo mousse extra cremoso. Só tenho a agradecer a todos que participaram da minha vida, que me levou a esse momento extremamente feliz, alegre e completo. Sabe, eu nem lembrei que era fã, ou que sempre tinha sonhado com um dia ficar frente a frente com ele, mas depois, quando a matéria saiu, caiu a ficha. Eu chorei feito criança e quase levitei, pois sabia que era merecido. Independente do que qualquer pessoa diga ou ache.

Resumo da ópera, entrevistei Harrison Ford, fiz direito, como deve ser feito, me orgulho disso e sei que tem alguém, se é que existe outro plano, muito feliz por mim. Mesmo ela não estando mais entre nós, minha avó tem participação vital nessa coisa toda.

A primeira de muitas aventuras em Hollywood!

Queridos leitores, como o fechamento da próxima edição da Sci-Fi News e um pé quase quebrado tomam toda minha atenção nessa semana, vou apenas fazer uma lista de links com minhas matérias exclusivas publicadas sobre Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal. Tenho mais um texto pronto para sair, mas ele fica para o especial do Judão e, claro, com uma nova crítica de Indy 4, desta vez, sem medo de spoilers.

Bom, aí vão as matérias:

Crítica no Guia da Semana
Entrevista exclusiva com Frank Marshall, o produtor, no Guia da Semana
Artigo sem spoilers (SOS Hollywood)
Entrevista exclusiva com Harrison Ford – Época

Em tempo, vários amigos mandaram e-mails ou falaram comigo pelo MSN adorando o filme! Fiquei feliz, já que mais gente tem compartilhado a sensação que eu tive ao assistir ao novo Indy. Sai que é sua Harrison Ford!

A grande discussão da semana é quanto Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal vai faturar na abertura das bilheterias. A expectativa é de que o filme arrecade pelo menos US$150 milhões nos primeiros cinco dias de exibição, o que o colocará em rota de colisão direta com Homem-Aranha 3, que fez US$ 151,1 milhões e é, até o momento, a maior abertura de bilheteria de todos os tempos. O filme estará em cartaz em 4 mil cinemas, num total estimado de 8 mil salas de exibição, no circuito norte-americano e vários cinemas já anunciam sessões esgotadas para os dois primeiros dias. A expectativa de bons resultados também se reflete nos mercados internacionais. Parece haver pouca dúvida, pelo menos por parte do estúdio, de que o novo Indy quebrará recordes.

Será que o Teiudo resiste ao Velhote? Veremos! Tá chegando a hora!

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Filme entrega exatamente o que os fãs do personagem gostam: ação, perseguições e, claro, mistérios além do comum. Mas a pergunta é: quem vai falar mais alto, fãs de longa data ou a garotada que alimenta a indústria do cinema ultimamente?

A indústria do cinema é cruel. Hoje em dia, o fato de um filme ser bom não o salva do eventual fiasco e, ao contrário, sucessos incontestáveis de bilheteria não implicam que o filme seja necessariamente bom. É exatamente sobre esse aspecto que, provavelmente, a maioria das críticas de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal vão abordar. O Festival de Cannes já sinalizou “pouco interesse” e vi um pouco disso na exibição de imprensa que acabou de acontecer em Los Angeles, dentro dos estúdios Paramount. Seja por excesso de expectativa exagerada ou por eventuais falhas de roteiro – afinal de contas, George Lucas está na parada – não houve ovação, porém, também não vi ninguém odiando o filme. De qualquer forma, digo a vocês, O FILME É INDIANA JONES PURO, DO COMEÇO AO FIM!

[Prometo que não vou contar nenhum detalhe, afinal, concordo com Spielberg quando ele aposta no segredo para manter a magia do cinema.]

O que se esperava do novo Indiana Jones? Aventura, claro. E isso, Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal tem de monte. Aliás, o ritmo é bastante puxado e poucas são as cenas sem algum elemento físico ou um pouco de ação. Boas piadas pontuam o filme. A melhor expressão para definir o que é esse longa-metragem deve ser a predileta dos atores: it’s a lot of fun! É divertido para caramba!

E, sendo assim, é um ótimo filme. Não há muito mais que se esperar de um quarto filme, sobre um mesmo personagem e suas aventuras impossíveis. Uma crítica do Washington Post diz que é vazio e sem sentido. Bom, convenhamos qual a utilidade e o sentido dos filmes anteriores? Puramente divertir e entreter. Porém, o que faz a diferença entre o tipo de diversão entregue por Indiana Jones em relação a seus “concorrentes” como A Múmia, National Treasure e similares é que nenhum deles bate Indy em carisma. E isso, inegavelmente, Harrison Ford tem de sobra. É impossível não torcer por ele a cada salto, tiro ou enigma que precisa decifrar para solucionar o dilema do cabeção de cristal.

Mutt Williams (Shia LaBeouf) foi boa aquisição ao elenco. Seu visual totalmente chupado de Marlon Brando em The Wild One define todo seu estado de espírito sem dizer muito, mas ele é um dos que mais muda ao longo da trama. Já Marion Ravenwood (Karen Allen, quando a idade chega, a idade chega…) retorna, mas não convence muito e, a exemplo de Susan Sarandon em Speed Racer, vê sua personagem ser mera coadjuvante estética na maior parte da história. De qualquer forma, não é para ver os dois que o público vai pagar o ingresso, mas sim para acompanhar o retorno de Harrison Ford ao papel de Indiana Jones.

Ele faz o que tem de melhor: corre, pula, tira sarro da cara dos bandidos e, claro, tem seus momentos mais exagerados do que gostaríamos de ver, mas, tratando-se de Indiana Jones, vale tudo! O bom trabalho de câmera e efeitos não deixa o espectador pensar no fato de que ali está um homem de 65 anos. A idade do personagem, aliás, acaba servindo com motivo de boas cenas cômicas.

Esse filme não é e nem vai ser uma unanimidade. Quem quiser achar defeitos vai ter um banquete à disposição, assim como quem resolver defender ou enaltecer as cenas bacanas. Talvez por isso muitos críticos tenham resolvido queimar o filme logo de cara, assim não ficam com remorso caso a opinião pública o condene. De qualquer forma, cada um faz seu juízo. Gostei, vi muita coisa boa, ri bastante ao longo de todo filme e a não gostei de algumas decisões tomadas pela equipe no desfecho, mas aí é coisa bem pessoal. No geral, é como se tivesse voltado no tempo e entrado num cinema cerca de dois anos depois da estréia de A Última Cruzada.

Porém, pode estar aí o calcanhar de Aquiles do filme. Todo mundo tem insistido que foi feito para os fãs, entretanto, Spielberg pode ter pensado tanto nos fãs que não se deu conta de que essas pessoas cresceram e amadureceram. Quem pedia por um novo filme empolgado com A Última Cruzada não tem mais aquela mentalidade. Indiana Jones tem. Embora o tempo possa ter passado e ele, a partir de certo ponto, se torne um sujeito “sério e responsável”, o espírito da “trilogia” original foi mantido. Seus conceitos, seus ideais, sua identidade visual. É como se tudo tivesse parado no tempo. Um tempo bom, diga-se de passagem. Mas a dúvida é: o público de hoje está preparado para essa viagem no tempo? Faz sentido para eles – jovens ou não – falar em russos, caça às bruxas, comunismo? Saberemos em breve. Faltam apenas 4 dias para a estréia.

Os veteranos tem em Ford a certeza de que o personagem continua imbatível e exatamente como nos lembramos. E como estandarte da nova geração surge Shia LaBeouf, que já arregimentou a garotada em Transformers e surge como novo elemento constante em eventuais filmes do personagem. Ele acaba sendo o catalisador dramático e cômico do filme todo, e faz o trabalho direito. Especialmente na parte cômica. Não há como deixar de lado a idéia de que Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal é um filme engraçado, com objetivo de divertir e tentar fazer isso da melhor maneira que o trio de ferro permite. A cena de abertura, aliás, dá o tom para todo o resto do rolo.

Não há nenhum objetivo político – os russos já perderam e a Guerra Fria acabou –, as tribos do Peru não devem dar muita bola para a existência, ou não, de um crânio de cristal cheio de superpoderes e o personagem nunca foi de passar por aventuras verídicas ou cotidianas. Tudo ali é faz de conta, com muita qualidade diga-se de passagem, mas, ainda assim, uma história cuja função é servir de palco para que Indy faça seu show, Harrison Ford retorne ao topo e, quem sabe, Shia LeBouf se transforme no porta-voz do bom cinema para essa nova geração em cujas mãos está o destino ($$) e o julgamento da validade, ou não, de Indiana Jones para o novo século. Será um arqueólogo e professor meio período capaz de competir com os cenários supercomputadorizados dos Wachowski ou a tecnologia dos filmes de superheróis?

A única certeza que tiro disso tudo é que realizei mais um sonho, vi Indiana Jones no cinema. E uma conclusão: George Lucas tem que ser proibido de escrever roteiros pelos próximos 10 anos, ainda de castigo por Episódio I e por algumas escorregadas com o Indy! E viva as marmotas!

INDIANA JONES! É HOJE!

Publicado: 18/05/2008 em Cinema, Pessoal
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A primeira de muitas aventuras em Hollywood!

Hoje é o grande dia! Dentro de pouco tempo estarei dentro do Paramount Theatre para assistir a uma das primeiras exibições de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal, que é apresentado hoje pela primeira vez em Cannes e segue com sessões em LA e NY. Amanhã é a vez do Brasil!

Por isso, morram de inveja!!! HAHAHA! Bom, passado o surto, não vejo a hora de assistir a uma aventura de Henry Jones Jr. no cinema. Depois de ter assistido tanto aos filmes na TV, em VHS e depois em DVD, só falta ver na telona, com THX e tudo que tenho direito! Posso não ter ficado sabendo, mas acho que nunca houve uma reestréia de Indiana Jones nos cinemas aí no Brasil (Blade Runner teve, por exemplo, e eu assisti).

A imprensa daqui (até mesmo a CNN) tem falado muito em o fato de existir tanto sigilo pode ser tentativa de evitar reação ruim dos jornalistas e chegaram a comparar a situação com o fiasco Código Da Vinci, que abriu em Cannes sob as risadas descaradas dos críticos que, obviamente, chacinaram o filme um dia antes de sua abertura mundial.

Embora seja uma decisão do trio de ferro, Indy IV é mais um filme sem exibição prévia para o histórico da Paramount, que já apanhou em Guerra dos Mundos, por exemplo. Faltam apenas 4 dias para a estréia mundial. O sucesso comercial é algo que ninguém questiona, uma vez que o retorno de Indy é incontestável como o maior evento do ano. Não importam os resultados de Homem de Ferro ou Speed Racer, ou se o próximo Shyamalan será bom ou não, o fato mais aguardado é mesmo o retorno do maior aventureiro do cinema.

Minha camiseta do filme (brigado, Fabi!!!) já está a postos e lá vou eu! Faltam apenas 2 horas!

E que venham os russos e os tais crânios de cristal! Acaba com eles, Indy!

Indy Convite