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I Wanna Do Bad Things with you… canção da seqüência de abertura da série

Tive a oportunidade de cobrir diversos eventos vampíricos em 2008. O mais divertido, sem dúvida nenhuma, foi Lost Boys – A Tribo, que cobrir com exclusividade durante a Comic-Con e pude conhecer o Corey Feldman e aquele vozeirão cavernoso dele. Filme médio e acertadamente lançado direto para DVD. Mas foi durante a mesma convenção que tive primeiro contato com True Blood, difícil foi vencer os 2363 fãs vestidos de vampiro que se acotovelavam na entrada da sala de exibição. Tinha fila, mas os seres da noite acham que podem entrar voando no salão e se empoleirarem de cabeça pra baixo.

Enfim, felizmente, consegui acompanhar True Blood desde a estréia e em HD, quando a série foi exibida pela HBO US nas noites de domingo. Alan Ball sempre fez sucesso aqui em casa, muito mais com a Lu do que comigo, mas estava empolgado com a série desde a Comic-Con. O primeiro episódio foi tão bem feito e empolgante que sabia: domingão era dia, ou melhor, noite de vampiro aqui em casa! Claro que eu já estava meio irritado com o fato de serem apenas 12 episódios, mas o feeling jornalístico sempre dizia que outra temporada viria. Ainda bem que acertei.

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Por favor, não me xinguem. Não desta vez! =D

Fui assistir ao filme Hellboy II – The Golden Army na última quinta-feira, lá no Arclight, o cinema predileto da Paramount em LA. Puxei papo com um casal que ocupou as poltronas ao meu lado e, convenientemente, o sujeito era editor de som da Fox Film. Até pelo fato de estarmos ali para assistir ao segundo filme do Red, falamos muito sobre Del Toro, O Hobbit e dos outros blockbusters nerds. Até que, por alguma razão, Arquivo X – Eu Quero Acreditar entrou em baila.

Pude notar a cara de desânimo do rapaz e aí veio a confirmação sonora:

“Cara, é ruim. O pessoal ficou até desanimado com reação da exibição. O sujeito do marketing ficou constrangido, sério. Claro que os fãs vão adorar qualquer coisa envolvendo aqueles dois [Mulder e Scully], mas é fraco demais.”

Fiquei cabreiro com o comentário. O cara não me conhece, não tinha razão para inventar história e ainda mais da empresa em que trabalha. E, levando em conta o fato de que ele trabalha com filmes, sai pouco para ir ao cinema e se deu ao trabalho de ir até o cinema para assistir Hellboy 2, não se trata de um espectador qualquer e que tenha problemas com o gênero da FC&F. Será mesmo?

Não sei e não compartilho da opinião, afinal de contas, só poderia dizer algo quando assistir ao filme. Pode não ser absolutamente nada, mas achei legal compartilhar isso com vocês.

Como vocês podem ler na Sci-Fi News, que chega às bancas nessa semana, entrevistei David Duchovny, o Fox Mulder, de Arquivo X. A entrevista aconteceu alguns dias antes do filme ser batizado X-Files: I Want to Believe. Foi no mesmo hotel onde conheci o Harrison Ford, aliás. E, felizmente, dessa vez, eu era o único brasileiro lá. Dá neles, Sci-Fi! 😀

Bom, a entrevista foi bem bacana e gerou um momento genial por parte do Duchovny, claro, com imensa ajuda de Giovanna. Quem? Lembra da italiana maluca que atrapalhou a cobertura do Jim Carrey e que atendeu o telefone durante a entrevista do Jack Black? A mulher é um terror e tem o inglês mais bonito entre os correspondentes! Ráu ari iú?!

Tudo começou antes da entrevista. A gente feliz da vida, pois ela não estava lá. Alguns a chamam de Bruxa de Blair, para vocês terem a idéia. Ótima notícia, seria uma entrevistas sem incidentes ou perguntas sobre a Itália. Fomos todos levados ao gigantesco salão de baile onde David concedia entrevista para outro grupo.

Uma comoção na porta atraiu nossa atenção. Seria o ator? Provavelmente não, pois ele ainda falava na outra mesa. Eis que ela surge em sua magnanimidade, Giovanna. Esvoaçando seus cabelos negros, de óculos escuro, carregando aquela bolsa que deve ter metade dos guias de cinema da Itália, e com um sorrisão bonito, bonito. Ela é toda simpática mesmo, mas nada supera as presepadas. A cara de “putz” de todo mundo era notável. Até o sujeito da Holanda já sabe da fama dela, para vocês terem uma idéia.

Ok, a entrevista começou e lá vamos nós. Papo-vai, papo-vem, ela saca um USA Today de sua bolsa – um modelo defeituoso da genial sacola do gato Félix – e começa a fazer uma pergunta. Foi algo mais ou menos assim (nem com a fita eu consigo entender tudo):

– Du iu lôôôve mrs. Armstrong? (Você ama a senhora Armostrong?) – diz a doida.

– Quem? – a cara de Hank (Californication) que o Duchovny fez foi hilária.

– Du iu laaaikêê vorkin uitii mrs. Armstrong in anóóoder mooovi? It sais in de níííuspáper, Ú ES Tódêi. (Você gostaria de trabalhar com a senhorita Armstrong em outro filme?) – insistiu Gionvana, apontando para o jornal e tentando fazer mímica.

– Isso foi publicado hoje? Se eu a amo? – parecia pegadinha!

– Nô, lást uíííki. Du iu enjóóói mrs. Armstrong? (Não, semana passada. Você gosta da senhorita Armstrong?) – e fez aquele sorrisão de, “pronto, agora você responde porque você entendeu”.

Então, o Duchovny respondeu sobre a relação dele com a Gillian e tudo mais. Agora, ARMSTRONG?! A mulher bebeu? Mas não parou por aí! Embora as risadinhas contidas dos jornalistas AND do David Duchovny deram um clima engraçado à mesa.

Minutos mais tarde, lá vai a Giovanna se empolgar de novo.

– Díd iu kipi in côôôntácti uití mrs. Armstrong? (Você mantém contato com a moçoila Armstrong?) – disparou.

E aí o Duchovny mandou porrada.

– Quem é essa Armstrong que você está falando? Não conheço ninguém chamada Armstrong?

TODO MUNDO rachou o bico. Foi hilário, simplesmente não deu para segurar. Aí ela abriu a boca para tentar explicar e o David não deixou.

– Eu sei de quem você está falando, só estou zoando com a sua cara. O nome é Anderson! E é Gillian, não Julian (que é como ela estava chamando a Scully).

Confesso que não esperava essa invertida dele, mas fazia todo o sentido depois do modo como ele se comportou e respondeu a tudo sempre com bom-humor ao longo da entrevista.

Até hoje eu dou risada quando escuto à fita e tento decifrar mais uma pergunta que ela fez, mas nem ele e nem ninguém entendeu.

Definitivamente, o Duchovny ganhou um fã! 😀

er.jpgDiferente de séries cultuadinhas do momento, Plantão Médico marcou época muito por conta da exibição na Globo, o que é o diferencial entre o sucesso extremo e o esquecimento no Brasil, infelizmente. Claro que a escalação inicial com George Clooney, Juliana Marguiles, Anthony Edwards, Eric LaSale, Sherry Stringfield e Noah Wyle ajudaram muito a cativar o público e aproximar todo mundo da natureza do mundo médico, pelo menos como deveria ser.

Quando trabalhava no Estadão fui fazer uma matéria para o TeleJornal com os médicos da Santa Casa de São Paulo. Um grupo de médicos lá dentro adorava a série e meio que se reunia para assistir aos novos episódios. Foi o “fã clube” mais informal que já conheci, na verdade chamar de fã clube seria o mais acertado para aquelas pessoas, afinal, elas só se encontravam para assistir, bater-papo e viviam a vida. Nada de exageros como vemos acontecer hoje em dia por aí. Curioso notar que um mesmo programa conseguia agradar os próprios médicos e ter uma boa audiência geral, aí está um dos elementos que mais diferenciava ER. Chicago Hope foi a aposta da Record no seguimento, mas não evoluiu muito. Eu gostava também, e olha que aqueles eram os tempos do sucesso de Arquivo X, então, estar na Record não era necessariamente um problema.

De qualquer forma, 14 anos depois, ER tem data marcada para acabar e vai ficar a cargo do Dr. Luka Kovac fechar a porta e apagar a luz da sala de emergência mais famosa do mundo. O pessoal por aqui tem falado em final de uma Era da TV. Pode até ser, mas acho que vem em péssima hora. Se olharmos para os programas que ficam como “legado” dessa Era é difícil achar algo bom ou com perspectiva de ser tão duradouro quanto Plantão Médico. Até existem boas séries, mas os cancelamentos não deixam ninguém em paz por muito tempo. E eu já estou triste pelo fim de Battlestar Galactica, então precisa aparecer algo muito bom para animar os ares televisivos por aqui!

Alguém aí conhece um bom analista? Acho que muita gente vai precisar!