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Está no ar mais um RapaduraCast, programa semanal do Cinema com Rapadura. Novamente, fui convidado para o programa e tive um papo divertidíssimo com Jurandir Filho, comandante rapaduriano, e Mauricio Saldanha, do Cabine Celular. Essa edição foi bastante diferente da anterior, sobre os filmes de verão e além da discussão sobre o Cinema 3D como linguagem, boas risadas surgiram no meio disso tudo. É sempre muito divertido participar desse podcast.

Visitem e prestigiem. Obrigado pelo convite e até o próximo! Clique aqui!

Aproveitando, já que o assunto é Cinema 3D e, claro, seus óculos, aí uma foto dentro da sala privada da Walt Disney Pictures, em Burbank. =D

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ps.: Esse post de ver o “último” dessa fase da história do SOS Hollywood. Ainda essa semana, TUDO NOVO! =D

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Nova animação da DreamWorks promete muita ação, mas nem mesmo uma técnica 3D impecável salva o roteiro de ser fraco e focado num drama existencial feminino.

Alienígenas invadem a Terra. Nossas armas são inúteis. E a única saída é convocar os Monstros, armazenados na Área 51, para nos defender. Junte tudo e se prepare para uma grande comédia de ficção científica, com formidável elenco de vozes, incluindo Hugh Laurie, Seth Rogen e Kiefer Sutherland. Some à fórmula uma das melhores execuções de criação em 3D, que beira o brilhantismo. Porém, nada disso ganha força necessária perante um roteiro que sofreu inúmeras mudanças ao longo de seu desenvolvimento no qual Monstros e Alienígenas são apenas acessórios para um conto sobre autodescoberta e amadurecimento pessoal.

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Definitivamente, existe esse tema na minha obra ficcional que possibilita ao personagem atravessar um portal e chegar a outro lugar que, embora semelhante ao nosso, seja totalmente diferente – Neil Gaiman

Entrevistar Neil Gaiman sempre foi um sonho. Livros como Deuses Americanos, Os Filhos de Anansi e o desbunde visual de Stardust, ao lado de Charles Vess, foram alguns dos títulos que marcaram minha vida e carreira, isso sem contar Sandman. Tudo, claro, por conta do jeito como Gaiman consegue retratar o mesmo tema (na maioria dos casos) com vitalidade e maestria. Confesso que quando recebi o email convidando para a junket de lançamento de Coraline fiquei bastante ansioso, afinal, Neil Gaiman estava entre os presentes e, se fosse aprovado, realizaria mais um sonho.

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Coraline representa um momento especial na carreira cinematográfica da obra de Neil Gaiman que, finalmente, recebe a atenção necessária e se traduz com maestria e fábula visual.

Há algo único no estilo de Neil Gaiman, algo quase mágico. Repletos de jornadas transformadoras, visões diferentes do marasmo do dia-a-dia e desafios ao mais valente dos leitores, seus livros fazem por merecer o culto e os ótimos resultados nas vendas, porém, a transposição para outras mídias – especialmente o cinema – ainda não havia sido capaz de fazer jus aos méritos literários. Até agora. Até a estréia de Coraline e o Mundo Secreto. O termo fabuloso cabe perfeitamente para definir esse longa-metragem stop motion que mescla toda a fábula transformadora de Gaiman com o maravilhamento visual promovido por Henry Selick (O Estranho Mundo de Jack), especialmente na versão 3D.

“Fazer um filme desse tipo em 3D é algo inigualável, pois o stop motion é um dos poucos estilos que merece essa sensação de profundidade e realismo”, comenta Henry Selick com exclusividade ao SOS Hollywood e à Sci-Fi News. “O que faço é diferente de toda essa animação por computador. Cada personagem, peça e elemento de cenário realmente existe, então poder incorporar essa noção de que há algo atrás dos personagens e coisas é um sonho se tornando realidade.” E ele não poderia estar mais certo, entretanto, um elemento adicional fez toda a diferença em Coraline: a bela trilha sonora do francês Bruno Coulais.

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Efeito tridimensional funcionou, mas óculos 3D mostram-se incômodos e inadequados para um dos principais objetivos do ato de assistir TV: conforto!

A NBC tem se mostrado bastante proativa e vanguardista em torno de suas séries mais queridas. Heroes teve campanhas de marketing inventivas ao longo de seus anos de vida e agora Chuck, um dos melhores produtos do canal, foi vítima do lado desbravador da rede. Depois de forte campanha televisiva, distribuição ostensiva de óculos 3D e de uma prévia dentro do SuperBowl, o canal estreou o episódio especial de Chuck, em 3D. O episódio foi bom, já os óculos…

Assim como no SuperBowl, testamos dois óculos diferentes em Chuck: o de celofane distribuído nos supermercados, com lentes vermelha e azul, e feito de papel não muito rígido; e o óculos Real3D, utilizado nos cinemas. Imaginava que apenas algumas partes do episódio seriam exibidas em 3D, mas foi a coisa toda. A entrada ficou boa, especialmente por ser “animada” e dar mais a sensação tridimensional do que as pessoas, que também ganharam bom senso de profundidade. Em alguns momentos, e apenas com os óculos de papel.

Notar que o ‘equipamento’ dos cinemas não funcionou foi péssimo, pois eles oferecem muito mais conforto, não afetam muito sua visão do resto das coisas e garantem uma experiência melhor. O modelo de papel é desengonçado, causa dor de cabeça e se torna um estorvo depois do segundo intervalo comercial.

Nessa hora resolvi tirar para ver como estava o episódio sem os óculos. As duas camadas coloridas do espectro 3D estavam lá e de forma bem discreta. Podiam ser percebidas, mas não atrapalhavam, então assim fui até o final, sem dor de cabeça, sem ver o resto do mundo como um sinal de TV mal sintonizado e rindo do mesmo jeito.

A idéia dos óculos 3D é boa, mas precisa ser utilizada em condições ideais. E o material envolvido ainda não está de acordo com os padrões mínimos de conforto e no aumento da experiência de assistir TV. Vou esperar mais uns anos antes de tentar fazer isso de novo. Continuo indo aos cinemas quando quiser assistir algo em 3D.

Em partida emocionante, vídeos precisaram se esforçar para chamar a atenção. O material 3D deu com os burros n’água.

Todo mundo que estava conectado pode ver os vídeos dos comerciais do SuperBowl ontem pela manhã, aqui nos Estados Unidos, porém, algumas surpresinhas estavam na manga da programação como versões mais curtas das peças e, claro, alguns itens não divulgados com antecedência. O maior destaque fica por conta de algo negativo: os vídeos em 3D de Monstros vs. Alienígenas e Chuck não funcionaram muito bem pelos televisores e isso pode ser um tiro pela culatra no episódio tridimensional de Chuck, que vai ao ar na noite de hoje. Sempre sou favorável à inovação tecnológica, mas, em muitas vezes, falar demais e entregar de menos frusta demais. Vou ficar atento ao IBOPE de Chuck e ver se isso influenciou, ou não.

Vamos aos melhores momentos:

– Vários supermercados entraram na onda de distribuir óculos 3D para o SuperBowl. O objetivo era assistir a um bloco especial de comerciais no intervalo do jogo, antes do showzaço de Bruce Springsteen. Esse bloco continha três itens: promo de Monstros VS. Alienígenas (que parece ser muito engraçado!), prévia do episódio de Chuck (que vai ao ar hoje de noite) e uma propaganda de uma daquelas águas vitaminadas, caras e bastante inúteis para a vida de gente normal. Testamos dois sistemas aqui: os óculos 3D que os mercados distribuíram, ou seja, o oficial da transmissão e também um Real3D, utilizado nos cinemas 3D aqui em LA. O resultado foi bem ruim em termos de inovação, pois MvA praticamente não garantiu o efeito de profundidade do 3D. A propaganda de água foi um fiasco, pois, acima de tudo, foi desinteressante e também incapaz de fazer o sistema funcionar. Chuck foi o melhor dos três, com alguns momentos de 3D, bastante bom humor, e a sensação de que o episódio pode funcionar, mas ajustes serão necessários. Minha TV é full HD, logo, isso não deveria ser um problema, mas foi e acho que tem muita gente mordendo o cotovelo de raiva depois disso.

Heroes precisa de recuperar e a NBC, que já gastou uma fortuna no lançamento da última temporada do programa, entrou com os dois pés no peito em termos de SuperBowl (ok, a transmissão é deles então “sai de graça”, mas não diminui o tamanho do investimento). Diversos spots foram exibidos e o melhor deles foi um temático sobre futebol americano: o elenco masculino disputou uma partida com estrelas da NFL e, claro, usou seus superpoderes para vencer os medalhões, mas nem isso foi suficiente para garantir uma vitória tranqüila. Afinal, Nathan pode voar, mas o zagueiro pode puxá-lo pelo pé e parar a jogada! Foi hilário, além de contar com um pequeno spoiler do episódio de hoje, com um novo personagem chegando. Claro que Hiro arrebenta a parada e faz um Touchdown! Ah sim, outro grande momento mostrou o elenco cantando ao lado do pessoal de Chuck e Medium, duas outras séries da NBC que estréiam hoje.

– A melhor briga aconteceu entre Pepsi e Coca-Cola, já que a Budweiser entrou sozinha como cerveja. A melhor jogada da Pespsi foi envolver o Saturday Night Live na parada. Já ouviram falar no MacGruber? É uma sátira do MacGyver e sempre mostra o débil mental tentando desarmar uma bomba poucos segundos antes dela explodir. Atenção para o “tentando!”. O anuncio teve um charme adicional, além do fato do MacGruber mudar o nome “oficialmente” para Pepsuber, por causa do patrocínio, foi a participação de Richard Dean Anderson, o MacGyver de verdade. Foi um barato!

O melhor contra-ataque da Coca-Cola foi um comercial lindíssimo mostrando insetos fazendo uma verdadeira operação de guerra para roubar uma garrafa de Coca! Veja!

– Os vídeos dos filmes, que todo mundo tem divulgado nos blogs e que vazaram ontem cedo, perderam um pouco da graça, justamente por ter visto pelo computador horas antes do jogo. Gostei do Year One, Up, Star Trek. Fiquei com medo de Land of the Lost. Mesmo com os Slystaks, não gostei. Medo, muito medo.

– Uma coisa que pouca gente falou, mas dá para ver mesmo assim, foi o comercial da PETA vetado pela NBC. Em mais um surto dos vegetarianos extremistas, a PETA tentou emplacar um anúncio dizendo que “vegetarianos transam melhor” bem no meio do maior evento do mundo em termos de consumidores de churrasco. A NBC vetou dizendo que a seminudez envolvida e o assunto não teriam relevância dentro do conceito do SuperBowl e se recusou a vender o espaço. Sei, sei…
Aí está o vídeo!

A contagem regressiva para a estréia de Star Wars: Clone Wars, a série animada, está próxima do seu final, então começam a pipocar imagens do primeiro episódio “Ambush“. Confira abaixo a foto mais recente divulgada pela LucasFilm!

Para aplacar o desespero do mais afoitos, o roteirista do episódio – Steve Melching (The Batman) – contou um pouco sobre como o Mestre Yoda vai ser apresentado na abertura da série. “Quis recuperar um pouco daquele humor sacana do Yoda em O Império Contra-Ataca e misturar com aquele lado mais sério que ele ganhou na nova trilogia, então ele precisa liderar esses três clones numa situação bem desesperada. Acho que ele ficou sério demais, por isso aproveitei a chance para lembrar os fãs de que ele é engraçado, inspirador e ainda bota para quebrar quando precisa. Foi assim que o vi pela primeira vez e é assim que gosto de lembrar”.

Star Wars: The Clone Wars começa a ser exibida na sexta-feira aqui nos Estados Unidos. Eu vou pirar!