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“Há muita verdade no que meu personagem diz em The Ugly Truth” – Gerard Butler

Depois de uma semana de intervalo sem SOS Cast, o podcast mais exclusivo da internet brasileira volta à carga. Confira os assuntos da edição: Gerard Butler fala sobre seu novo filme The Ugly Truth; descobrimos quem será o convidado internacional da JediCon 2009, evento para fãs de Guerra nas Estrelas; mais algumas impressões da entrevista com Jimmy Page e, claro, como andam os preparativos para a San Diego Comic-Con 2009, que deve ter Homem de Ferro 2 como seu maior destaque e aposta na surpresa de Distrito 9, thriller de FC produzido por Peter Jackson. Ah, também contei alguns detalhes sobre o novo projeto gráfico e editorial da Sci-Fi News. Mudou tudo lá.

LINKS RELEVANTES:

RapaduraCast – Summer Movies
SOS Cast – Especial Dia D
Site Oficial – Distrito 9
Bastidores – Jimmy Page
Conselho Jedi São Paulo

TRILHA SONORA:

Bad Things, de Jace Everett
The Battle of Evermore, do Led Zepellin

Duração: 36 min

EDIÇÃO E PRODUÇÃO:
César Calixto (@r0cc0)

SUGESTÕES, CRÍTICAS, PIADAS RUINS, DECLARAÇÕES DE AMOR
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SOS Cast #05 – Gerard Butler, JediCon 2009, Comic-Con e Jimmy Page: Download

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Tenso, impactante e diferente. Assim é a versão cinematográfica de Watchmen, dirigida por Zack Snyder, que pleiteia seu lugar no Olimpo da cultura pop.

SPOILER ALERT. Se não quer saber nada do filme, não leia.

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Há alguns anos, quando Zack Snyder e o elenco de 300 foram ao Brasil divulgar o filme, me meti num avião no auge da crise aérea para participar do evento. Na bagagem levava minha cópia capa dura e widescreen da graphic novel de Frank Miller, que já havia lido e relido N vezes. O evento durou dois dias, mas o melhor estava guardado para o final: entrevista com Snyder. Havia levado o livro para referência e, quem sabe, alguma idéia maluca de pergunta durante as mesas. Mas não precisei, afinal, assumo que adorei 300 e pronto. Assim tudo fica mais fácil, especialmente entrevistar, pois você passa a bater papo sobre o assunto como se ali na sua frente estivesse um colega tão fanático quanto você.

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Ao som de Bob Dylan, Zack Snyder apresenta partes de Watchmen, diz que o filme está 99.9% pronto, explica detalhes sobre a censura e o muito mais, essa é só a primeira parte!

O mundo de Watchmen finalmente começa a ser revelado. A noite de ontem e o dia de hoje foram fantásticos para quem gosta daquelas páginas criadas pelo mau-humorado do Alan Moore e David Gibbons. Finalmente, a imprensa internacional teve a chance de assistir a cerca de 40 minutos da adaptação dirigida por Zack Snyder e, depois, conversar novamente com o diretor e o elenco.

Embora seja sempre divertido rir com Jeffrey Dean Morgan ou aprender um bocado sobre atuação com Billy Crudup, Zack Snyder é sempre o foco das atenções em seus filmes. 300 foi assim e a coisa só piorou com Watchmen, afinal de contas, não há dúvidas de que não há ninguém mais capaz que ele para encarar o desafio. Os leitores do SOS Hollywood tiveram a chance de fazer suas perguntas e foi com elas que encarei o papo. Muitas questões foram respondidas, nem todas do modo como gostaríamos e, pelo menos, algumas dúvidas foram esclarecidas. Aí vai um resumo do que aconteceu. Segure-se na cadeira, abra sua mente e, para quem é mais radical, se prepare para reclamar.

Spoilers pesados a partir desse ponto!
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Zack Snyder

SAN DIEGO – Embora não seja unanimidade entre os críticos, os nerds de histórias em quadrinhos e cinema têm um ditado quando assunto é adaptar grandes títulos para o cinema: In Snyder We Trust (Em Snyder a gente confia!). A frase foi retirada da nota de 1 dólar – In God we Trust – e se refere ao diretor Zack Snyder, que segue numa carreira meteórica depois de refilmar Despertar dos Mortos, de George Romero, e de encarar o desafio de levar 300, de Frank Miller para o cinema. Snyder é o homem responsável pela até então impossível tarefa de transformar Watchmen, de Alan Moore, em filme. Apaixonado assumido e considerado uma “enciclopédia” pelos os atores com quem trabalha, o diretor parece ter acertado a mão, novamente, com Watchmen, um dos filmes mais antecipados de 2009.

Zack Snyder conversou com o SOS Hollywood durante a San Diego Comic-Con e falou sobre seu novo filme, a pressão dos fãs e, claro, sobre o momento atual dos quadrinhos no cinema. A entrevista foi bacana, mas devo dizer que encontrei um Snyder claramente esgotado fisicamente. Embora ele ainda demonstre toda a paixão que garantiu muitos fãs aqui, o ritmo ininterrupto de filmes sem dúvida tem afetado o “homem adaptação de quadrinhos”. Para ajudar, vários para-quedistas participaram da entrevista (gente perguntando sobre Alan Moore e sobre a “importância da Comic-Con”, putz), mas o troféu “Volta pra Casa” vai para uma correspondente brasileira que só ficou lá, sentada, gravando as entrevistas e não abriu a boca. Muito bem flipper!

Agora chega de enrolação, leia a entrevista!


Por que demorou tanto para Watchmen ser adaptado?

Watchmen levou 20 anos para achar seu lugar no universo, eu acho. Esse trabalho é tão relevante que pudemos dizer que é “a graphic novel mais celebrada de todos os tempos” no trailer. Quem vai dizer o contrário? (risos)

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Crusada

Ao tentar transformar grandes lendas em filmes repletos de ação e batalhas, os estúdios de Hollywood deixam de lado antigos mitos para mostrar heróis desprovidos da magia e da espiritualidade de suas épocas.

Em todo o mundo, crianças ouvem suas primeiras histórias sobre grandes heróis, façanhas inacreditáveis e lugares maravilhosos por meio da grande mitologia e espiritualidade existente nas culturas européias e asiáticas nos últimos milênios, porém, nos últimos anos, temos vivenciado um movimento no qual os grandes estúdios decidiram abandonar o lado mítico destas histórias para, por exemplo, transformar o mais poderoso dos semi-deuses em um simples guerreiro.

É o que vemos, por exemplo, em Tróia – que poderia se chamar apenas BRAD, afinal de contas, né?. Sob o comando de Wolfgang Petersen (Air Force One) e roteiro de David Benioff (A Última Noite), uma quantidade enorme de recursos, elenco estelar e um grande esforço de pesquisa foram colocados à disposição para recriar a, até hoje incerta, Guerra de Tróia. Exércitos grandiosos, uma história de amor como motivação, interesses políticos como agentes do conflito, um herói imbatível, etc, etc. Tudo muito bonito e certinho para o público, porém, o que a equipe de Petersen deliberadamente tirou do caminho foi toda a mitologia grega, que regia, por muitas vezes, as vontades de reis, motivava soldados e protegia heróis como Aquiles. Basta lembrar da força do Conselho dos Éforos no recente 300. Se os deuses mandavam, era bom obedecer. Ainda bem que Frank Miller inseriu esses elementos e Zack Snyder manteve tudo no filme.

Numa breve passagem de Tróia, Aquiles fala com sua mãe, que profetiza sua morte caso ele vá à guerra. Entretanto, nada se fala sobre ela ser a ninfa marinha Tétis e sobre o fato de que ela, na tentativa de o tornar invencível, mergulhou-o no rio da Estige segurando-o pelo calcanhar. Como esta única parte não foi banhada pelas águas protetoras criou-se ali seu ponto fraco. O calcanhar de Aquiles. Outro guerreiro com um ponto fraco similar é o nórdico Ziegfrid, que tinha uma pequena falha em formato de folha em sua proteção mítica ao ser banhado pelos deuses. Mesmo sem manjar de mitologia, é só assistir Cavaleiros do Zodíaco e lembrar como um dos cavaleiros de Hilda dança por ter o mesmo ponto fraco de seu predecessor.

Vários fatores míticos são atribuídos a Aquiles: sua armadura foi feita por Hefesto, o ferreiro dos deuses, filho de Zeus e Hera; seu destino havia sido decidido anos antes de seu nascimento pelo próprio Zeus e por Poseidon; e foi descrito como um deus por Homero, na Ilíada. Em várias versões da história, também vemos a intervenção direta de alguns deuses nos combates da Guerra de Tróia. Mas, no filme, tudo é muito humano e apenas o templo da praia – destruído e profanado por Aquiles – lembra de que existiam forças “maiores” naqueles tempos. Saudades do tempo em que filmes como Fúria de Titãs ainda podiam mostrar a interação entre a Humanidade e suas crenças mais antigas. Com direito a Lawrence Olivier interpretando Zeus e efeitos visuais e produção executiva de Ray Harryhausen.

Zeus

Se os deuses do Olímpo puderam ser ignorados em prol da ação e de batalhas grandiosas, o que dizer então da versão crua e puramente militar do lendário Arthur Pendragon?. O filme Rei Arthur, dirigido por Antoine Fuqua (Dia de Treinamento), que muitos esperavam ser uma adaptação da trilogia Rei do Inverno, de Bernard Cornwell, acabou mostrando um Arthur romano, basicamente um líder militar atuando contra os “bárbaros” bretões e apoiado por leais e letais cavaleiros vindos de uma terra distante. Mesmo com a presença do competente autor e estudioso John Matthews – autor de diversos livros sobre religiosidade antiga, em especial, na Grã-Bretanha – como consultor histórico, o diretor e o estúdio preferiram inserir elementos mais “ligados” a sua concepção para o personagem do que se apoiar na história mítica.

Em uma conversa logo após o filme, Matthews disse que a ordem da produção era clara: “nada de magia, é um filme de ação”. Ou seja, logo de cara, o filme perdeu a chance de ser o mais próximo possível do até hoje pesquisado sobre o personagem justamente por ter alguém como Matthews envolvido, porém, relegado ao segundo plano. Com isso, Excalibur transformou-se na espada do pai de Arthur, Merlin tornou-se líder dos “bárbaros” woads (nome dado aos bretões), a existência de Avalon e da Dama do Lago sequer é cogitada, e Arthur apresenta-se apenas como um bom líder militar interpretado por Clive Owen. Um homem comum, muito longe do mito que o mantém na mente das pessoas e é referenciado até hoje. Pobres das crianças que assistem aos desenhos e ouvem à versão da história de um jovem destinado a ser rei retirando a espada mágica da pedra ou a recebendo do espírito da água.

Por mais que a premissa do filme seja “apresentar uma versão desmistificada sobre o personagem”, séculos de histórias e crenças envolvendo o Rei Arthur e seus cavaleiros não poderiam ser simplesmente ignorados assim. Não que alguma versão seja mais acurada que a outra, mas o ponto latente nesta discussão é o fato de Hollywood estar rotulando de forma pesada e clara a magia, a espiritualidade não-cristã, e as crenças antigas como elementos para filmes puramente ficcionais como O Senhor dos Anéis, Harry Potter, etc.

A sociedade moderna pode não ter mais espaço para a crença no antigo poder dos druidas, nos feitiços de grandes bruxos, na magia da natureza, porém, desvincular os grandes mitos e heróis da ligação com os deuses e a magia que muitas vezes os auxiliavam acaba por enfraquecer o poder do mito em si. E não vivemos uma era propícia ao surgimento de novos arquétipos sociais, culturais e militares. Cada vez mais, torna-se necessária a existência de modelos a serem seguidos e enfraquecer os elementos clássicos pode não ser o melhor caminho. Quando tiramos as referências clássicas da frente, em quem as futuras gerações vão se inspirar? Sujeitos como Stallone ou Capitão Nascimento? Em heróis meramente fictícios como Aragorn?

Engana-se, entretanto, quem entende este argumento como um estandarte a favor do antigo paganismo ou da existência da magia, uma vez que o próprio cristianismo sofre do mesmo mal. Em Cruzada, cujo título original é Kingdom of Heaven – o Reino dos Céus – a trama que aparentava ser focada no aspecto espiritual da jornada até Jerusalém não passou de um filme de ação, com batalhas eletrizantes, um herói cativante, porém, frustrado com a política envolvendo a crença em Cristo e a própria descrença dos religiosos envolvidos e da ausência real de ideais na manutenção da posse da cidade. Riddley Scott andou apostando em obras críticas como em Falcão Negro em Perigo (provavelmente a razão por ter perdido o Oscar por direção em Gladiador) e não poupou a Igreja Católica em Cruzada.

Especialmente no cerco de Saladino a Jerusalém, a fé dos religiosos é abalada pela iminente derrota e a perspectiva de massacre, sobrando para Balian (Orlando Bloom), que viajou à cidade em busca de redenção – a verdadeira razão de sua cruzada pessoal –, oferecer a esperança outrora ofertada ali mesmo por Jesus séculos atrás. O que deveria ser uma jornada baseada no sagrado e na fé acabou se transformando numa trama política e num jogo de poder. Afinal de contas, o domínio da Terra Santa nada mais era do que uma situação política para os verdadeiros governantes daquele tempo. De qualquer forma, o elemento religioso era, sim, fundamental para a maioria dos homens que lutaram aquela guerra.

É uma pena notar que esta tendência existe na indústria e que sob o argumento de mostrar “a visão real” sobre vários personagens fundamentais na construção do pensamento moderno e dos arquétipos que até hoje guiam os homens e seus sonhos, deixemos de lado a simples crença num mundo em que a fé, literalmente, pode mover montanhas e que uma simples espada antiga pode reunir os homens sob um objetivo comum. Ação pode render boas bilheterias, batalhas podem inspirar diretores a superarem Peter Jackson – até hoje ninguém conseguiu -, mas é de ideais e modelos admiráveis que nossos sonhos são criados e é sobre eles que novas gerações serão ensinadas e baseadas.

Hollywood quer nos vender um mundo sério demais e deixar tudo que pode dar tempero a nossa vida com cara de faz de conta. Hoje, pode ser, mas há muito tempo, no meio de povos muito distantes, a coisa era bem diferente e, quer diretores e roteiristas queriam ou não, eles são nossos ancestrais e seus pensamentos de decisões, de certa forma, definiram o mundo em que vivemos hoje. Que a magia resista à tendência financeira e que a Fênix consiga se reerguer das cinzas dos grandes estúdios e suas fórmulas de sucesso.

Hellboy II

A Universal Pictures começa a se mover com força e impacto em 2008. A primeira grande notícia é a assinatura de um contrato de 3 anos para produções conjuntas envolvendo todos os personagens da Dark Horse Comics e possíveis adaptações para cinema, TV e DVD. Um dos motivos do contrato é a proximidade com o lançamento de HellBoy 2: The Golden Army, dirigido por Guillermo Del Toro, e a possível exploração do personagem que já fez sucesso com seu primeiro filme, mas foi produzido pela Revolution.

De acordo com o presidente e fundador da Dark Horse, Mike Richardson, o fato de vários projetos já terem sido bancados pela Universal e o desejo de terem uma “casinha” para seus produtos foram fundamentais para fechar o acordo. Quem não vai ficar feliz com a história são os outros estúdios que já assinaram co-produções com a DH, como a Warner, que já emplacou filmes como 300 e O Máscara; a Sony, dona de 30 Dias de Noite; e a Fox, que bancou Alien Vs. Predador. O mais preocupante no momento é a história da continuação para 300, já mencionada por Mark Canton aqui, mas que estava vinculada diretamente à Warner. Embora não exista no formato quadrinho, esse novo filme ainda pode mudar de mãos graças a contratos de direitos autorais e patentes ligados à DH. Fiquemos de olho.

Outra faceta do acordo são os projetos diretos para DVD, que também serão distribuídos pelo braço de home entertainment da Universal. O interessante é que, agora, ninguém mais chega perto dos trabalhos de Neil Gaiman, Frank Miller, Mike Mignola, Gerard Way e Will Eisner. Pelo menos pelos próximos 3 anos. Planos para TV também estão incluídos, mas nada anunciado.

Enquanto isso, no Brasil, é cada vez mais próximo o momento da separação entre Paramount e Universal. As empresas terão seus braços cinematográficos oficialmente encerrados em novembro desse ano e, em 2009, a Universal Pictures passa a trabalhar autônoma em território brasileiro, o que pode ser uma boa notícia para o consumidor final, uma vez que, com mais um “competidor”, o mercado precise se mobilizar para não perder terreno.

A cisão é estruturada e vem acontecendo nos últimos anos. Sem motivo de pânico para a Paramount, que está bem das pernas esse ano, especialmente com o sucesso de Cloverfield e os blockbusters Indiana Jones IV e Homem de Ferro. Ela briga com ela mesma no quesito grandes heróis do ano. E tem um line up de fazer inveja. Grande ano para a companhia.