Arquivo de março, 2009

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Cobrir a Comic-Con 2008 criou vários momentos inesquecíveis na minha memória, porém, entrevistar Frank Miller foi o maior de todos, acredito. Um dos fatores, claro, foi a organização. Essa foi uma das poucas entrevistas que aconteceram com calma naquela semana maluca. Watchmen, Push e Knowing foram tão confusas e barulhentas que transcrever as entrevistas foi um inferno depois. Enfim, lá estava eu, sentado ao lado de Miller, autor da primeira graphic novel que li na vida, O Cavaleiro das Trevas, e da animalesca 300.

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Capítulo curiosíssimo, embora fictício, da História do Brasil se perde em montagem com ares mambembe, estrutura quase teatral e roteiro didático emBela Noite para Voar, de Zelito Viana, com José de Abreu, Marcos Palmeira, Mariana Ximenes e Cássio Scapin.

Bela Noite para Voar abriu o recente Los Angeles Brazilian Film Festival. Parecia uma boa escolha, já que traria história brasileira, estrelada por um presidente – o cargo mais idolatrado nos Estados Unidos – e que envolveria conspiração, assassinato, romance e mostraria uma versão para a gênese da ditadura militar no Brasil, com grande influência do governo norte-americano. Entretanto, o longa de Zelito Viana se mostra desinteressante por conta da indecisão entre documentário fictício, longa comercial ou ficção descompromissada. José de Abreu bem que se esforça como Juscelino Kubitschek, mas escolhas arriscadas para elenco e falta de refino no roteiro prejudicam demais o resultado final.

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Para quem gosta de terror, e moças bonitas, a opção é clicar nesse link aqui e ler a crítica de Alma Perdida (The Unborn), que está nos cinemas, e entrevista com Odette Yustman, a estrela do elenco. Não achei tão ruim não. O terror pode estar indo bem em número, mas qualidade dos filmes é coisa rara. Ainda quero ver Quarantine, mas sem muita esperança.

Estou resistindo um pouco para fazer a crítica de The Last House on the Left, que teve aval do Wes Craven. É tão ruim que gera um verdadeiro pavor. Gosto do Craven, mas esse filme, que é remake de homônimo de 72, deu vergonha. Quer dizer, tem mortes grotescas e malucas, mas é tudo tão sem propósito que perde força. Depois falo dele com mais calma.

Carta aos Leitores

Publicado: 23/03/2009 em Imprensa, Pessoal

O texto é longo, extremamente pessoal e desinteressante para quem não acompanha este site. =D

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Várias coisas impressionantes acontecendo nas séries nessa semana. Depois resenho alguns episódios, mas aí vão as impressões curtas:

Heroes
Nem está tão ruim e precisaram resgatar uma personagem dos “quadrinhos online” para dar alguma graça. Rebel é aquela israelense que consegue acessar a internet com a mente. Poderzão, né? [ATUALIZAÇÃO: errei, não era ela, mas é spoiler, então não vou contar.=D] Agora, deveria mudar o nome de Heroes para Claire, ou Cheerleader. Ela virou o foco da parada, pois não importa o quão emergencial sejam as ações de Matt, Peter ou Papai Bennet, ela é sempre o foco.

24 Horas
Jack Baur tem o “Toque de Merdas”. Encostou, morreu ou tomou. É impressionante, o cara é todo do Bem, quase se mata para salvar o país e está rodeado por um número infinito de babacas, assassinos e gente disposta a transformá-lo no cruzamento de Átila com Hitler. Kiefer vai bem, entrevistei ontem, de novo. Chato de tudo isso é que a entrevista foi gravada pela agência EFE, que publicou em vários sites brasileiros, que assinam a agência, traduziram e tomei um furo. Ui! =D

Battlestar Galactica
Final de série simplesmente inesquecível. Tinha tudo que precisava: ação, gente morrendo, tensão extrema, Adama pirando (me lembrou o Theóden em O Retorno do Rei, mas na Versão Resumida do JovemNerd.. com aquele sentimento de “vamos todos morrer, nosso dia chegou!!!”) e uma revelação que fez uma de minhas afirmações anteriores estar errada. Há um ano mais ou menos, quando Baltar iniciou sua jornada religiosa, publiquei texto na Sci-Fi dizendo que ele era “Jesus Cristo”. Fui pudico em meu pensamento. O buraco é muuuuuito mais embaixo. Linha de pensamento certa, só errei no título. Assistam e tirem suas próprias conclusões.

Supernatural
Sam mostrou fraco e comprovou minha teoria maluca de que não estava apenas “treinando e se divertindo” com a Ruby. Aí você pensa, o que vale mais “um herói meio quebrado e perturbado como o Dean pós-Hell, ou um herói 2.0 com sangue demoníaco, que teoricamente age contra os desejos de Deus”? Dentro da mitologia de Supernatural, acho que nenhum dos dois, afinal, o melhor seria mudar para a Lua, pois com toda a desgraça que está a caminho, sai debaixo. Acho que nem Gandalf salvaria. Capítulo muuuito bom, explorando a experiência de Dean no inferno e, acima de tudo, jogando um saco gigante de merda no ventilador dos Anjos. É o “Toque de Merdas Celestial”. E se o Dean já estava perturbado, agora foi pro saco. Ele descobre que algo frutístico no Inferno, frustrou papai Winchester e ferrou com o papai do céu. Alguém manda o Jack Bauer pra ajudar, por favor!?

Lie to Me
Comecei a assistir nessa semana. Parece bom, gosto do Tim Roth e ele impressiona em cena.

(blogando diretamente do Four Seasons Hotel, em LA)

Hoje aconteceram as entrevistas de Monstros vs. Alienígenas. Por alguma questão de data, em vez de mesas de entrevistas, rolaram várias coletivas de imprensa com os atores e uma mescla entre jornalistas locais e internacionais. Em pares, o pessoal falou por volta de 30 min sobre o filme e tudo mais, porém, como de costume, a assessoria pedia para “não fazer perguntas pessoais”. Isso sempre me lembra da entrevista com David Duchovny, quando não podíamos fazer nem perguntas pessoais e nem sobre o filme. Então, sobre o que falar? Churrasco, claro! =D

Bem, os gringos reclamaram muito, pois algumas pessoas “descumpriram” a regra com Seth Rogen e Reese Whiterspoon, a primeira dupla do meu grupo. ENTRETANTO, os mesmos caras que reclamaram, foram os que dispararam para a mesa pedindo para tirar fotos, autógrafos em action figures, DVDs, pôsteres e outros colecionáveis e, adivinhem, fazer perguntas pessoas e tentar uma “exclusiva”.

Foi engraçado ver isso acontecer, pois eles sempre reclamam dos jornalistas “importados”, afinal, quando estamos presentes, eles tem menos chance de perguntar sobre algum político que nunca ouvimos falar, ou fazer alguma piada interna sobre uma cidadezinha em que nunca pisaremos (nesse caso, Fresno e Modesto, que ficam na área de São Francisco).

Entrevistas foram bacanas, mesmo com o surto de tietagem, pois é sempre bom ver como os atores ficam mais à vontade quando os jornalistas “domésticos” estão por perto. Curioso analisar essas diferenças, afinal, por melhor que seja o nosso inglês – tirando a Giovanna, claaaaro! – eles se sentem mais em casa.

Seth Rogen é engraçadão, Kiefer lembrou de mim (ai que chiqueeee!) e Reese Whiterspoon continua nanica e Hugh Laurie, o segundo melhor do elenco, depois do Seth, não participou. Peninha. Adoraria conhecer o House. hehe.

Bom, é isso. Hora de voltar ao trabalho. The Unborn, incluindo entrevista com Odette Yuztman, e minha megabogaexclusiva com Zachary Quinto na pauta do dia. Ôe!

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Segunda Edição do Los Angeles Brazilian Film Festival foi opção de entretenimento por três dias na cidade. Os grandes astros não deram as caras, mas quem apareceu deu conta do recado. De Glauber Rocha, passando por Zelito Viana e Hugo Carvana, festival mostra um pouco da nova cara do cinema brasileiro e parece ter dado certo. Quem se deu bem foi o cara da foto: Murilo Rosa roubou a cena, além de ser clone do Aragorn!!!

O inglês deixou de ser a língua oficial falada em Los Angeles entre os dias 12 e 15 de março, quando os filmes integrantes da segunda edição do Los Angeles Brazillian Film Festival e diversas celebridades nacionais disputaram espaço com os grandes lançamentos de Hollywood. Entre as celebridades que desfilaram no Tapete Vermelho, destaque para o sempre charmoso e simpático, Murilo Rosa que não só conquistou o prêmio do Júri Popular de Melhor Ator, por Orquestra dos Meninos, como também cativou os participantes e ganhando inúmeros novos fãs. Na programação, Meu Nome Não é Johnny saiu aclamado como Melhor Filme e registrou a melhor reação de público, sendo ovacionado pela exigente platéia do Landmark Theatre.

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