Arquivo de fevereiro, 2009

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Tenso, impactante e diferente. Assim é a versão cinematográfica de Watchmen, dirigida por Zack Snyder, que pleiteia seu lugar no Olimpo da cultura pop.

SPOILER ALERT. Se não quer saber nada do filme, não leia.

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Soube-se que Danny Boyle, promessa do cinema há pouco mais de dez anos, quando se esforçava para parecer um Gus van Sant inglês, ficou ofendido ao ver seu filme comparado com “Cidade de Deus”. Mas o que há de melhor no novo Boyle é uma distante lembrança do filme de Fernando Meirelles. – Inácio Araujo

Durante o liveblogging do Judão, teve gente indignada comigo por eu não ter puxado o saco de Slumdog Millionaire. Não escrevi crítica pois não é o tipo de filme do SOS Hollywood, e nem um gênero que eu goste. Entretanto, li a crítica de Inácio Araujo, crítico da Folha de S.Paulo, e concordo com cada linha. Portanto, como certa vez me disse minha grande amiga Flávia Martinelli, com quem trabalhei no Estadão, para que escrever sobre algo quando alguém já disse exatamente o que você pensa sobre o assunto?

Leiam a crítica do Inácio, aqui. Vitória foi injusta e mais um exemplo da besteira que acontece quando a Academia escolhe um “queridinho”. O Ibope deu com os burros n’água e aumentou apenas 6% em relação ao ano anterior, que havia sido o pior da história. Joãozinho 30 se prova cada vez mais certo: quem gosta de pobreza é intelectual.

Watchmen

Estou morrendo de sono. O relógio marca 0h45 de quinta-feira, quase 6 da manhã no Brasil, e acabei de chegar da exibição de imprensa de Watchmen – O Filme. Minha mente está cansada. Meus olhos estão cansados. É coisa demais para um filme só. Sabe aquela sensação de não ter como assimilar tanta coisa de uma só vez? Pois é.

– Vou dizer de cara. Não gostei do final. Não tem Lula e a solução, embora bem feita em termos de roteiro, não me surpreendeu como o desfecho da graphic novel.

– Quem está empolgado com a versão de 3h10 pode frustrar. A versão que estréia em 6 de março é longa e com o máximo que foi possível inserir ali. Muita gente vai achar cansativo e, pensando bem, é. Mas isso não é uma coisa ruim, pois mostra que os diálogos e a profundidade da graphic novel ESTÃO no filme.

– Rorschach merece um Oscar! Jackie Earle Haley dá um baile de interpretação, mesmo com a máscara. Inesquecível.

– Boca do Dr. Manhattan pode ser um problema, especialmente para os chatos que vão procurar razões para detonar o filme. Entretanto, locução de Billy Crudup mata a pau. Não é à toa que ele é a voz da MasterCard nos EUA. =D

– Melhores cenas:
Coruja e Espectral II transando na Owlship (FANTÁSTICA!)
Quebra-pau entre três personagens no desfecho (vou manter sigilo).
Tentativa de estupro de Sally Jupiter. Assustadora.

Ainda preciso pensar melhor. Da primeira vez que vi um quadrinho na tela, tudo era preto e branco e fiquei maravilhado (Sin City). Da segunda vez, foi hora do marrom tomar conta com muito rock ‘n-roll (300). Agora, todas as cores se misturam. Foi como se tivesse passado as ultimas 3 horas lendo Watchmen e tentando encaixar cada peça, cada palavra e cada movimento dos personagens numa história que eu já conhecia, mas que, assim como a cada nova leitura, desperta novas reações.

O filme é o que os xiitas pediam. Mais diálogo do que isso é inconcebível. Ponto. Preciso pensar melhor antes dizer qualquer coisa além disso. Será um mistério nas bilheterias, isso pode apostar.

Agora vou dormir. =D

Aproveitando, quem tem Twitter, adicione o SOS Hollywood (@soshollywood). Várias dicas sobre o filme, sem spoilers, ao longo dos próximos dias.

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Atualização:
Só para tirar essa idéia de que “não gostei” do filme. @Fiasqui me perguntou se essa pode ser chamada de “melhor adaptação de Moore para o cinema”. A resposta é: disparado! Logo mais, crítica completa.

LEIA CRÍTICA COMPLETA: AQUI!

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Nova ofensiva contra sites ilegais de legendas e downloads reacende discussão na internet brasileira, mas não promove solução para a situação.

Em nova investida da Associação Antipirataria Cinema e Música (APCM), diversos sites brasileiros que forneciam legendas gratuitamente foram retirados do ar recentemente. Em represália, o site da instituição foi invadido por hackers. Dias depois, os sites alvo da ação retornaram à atividade plena em novos servidores (“juridicamente seguros”, de acordo com os proprietários) e assim terminava mais um round de combate à pirataria digital no Brasil. Resultados práticos: movimentação pesada na blogoesfera em defesa aos sites ilegais, enquanto as entidades de proteção à propriedade intelectual mostram que continuam lutando contra a disponibilização de vídeos e legendas de forma não-oficial. E só.

SOS Hollywood entrevistou os envolvidos na polêmica e traz reportagem exclusiva sobre o combate à pirataria, alguns números dessa guerra e os argumentos dos dois lados. Demorou mais de uma semana, mas finalmente todas as entrevistas aconteceram e aí vai a matéria.

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A noite de ontem marcou mais um combate entre Jack Bauer e os heróis fora de rumo. Enquanto House dominou supremo (13.26 milhões de espectadores) – novidade! -, 24 Horas e Heroes brigaram acirradamente pela audiência.

Quem ganhou? Quem ganhou? Jack Bauer, claro! Com a marca de 11 milhões de espectadores, contra 7,5 milhões de Heroes, 24 Horas levou a melhor. O episódio de Heroes seguiu a linha do tudo mundo a cada segundo, ou seja, zona total. Jack Bauer botou para quebrar, fazendo seu arroz com feijão, e foi recompensado por isso.

Agora, quem não vai bem é Chuck (6,7 milhões) que perdeu para reprises de The Big Bang Theory e How I Met Your Mother. Mas ainda não é hora de desespero. AINDA NÃO.

E hoje tem Fringe, oh yeah! =D Melhor série de ficção da atualidade!

Derek Mears

O filme podia acontecer no Velho Oeste com Jason matando robôs que viajam no tempo! Vou ser o Jason, não precisa de mais nada! (gargalhadas)

Hollywood deveria dar mais espaço para comediantes. Isso é um fato. Para fazer comédia boa (claro!), é necessário que o sujeito seja inteligente, saiba articular e entenda qual seu papel no mundo do entretenimento. Por que isso? Por causa de Sexta-Feira 13. Pirei? Não e explico. O evento de imprensa para o filme foi bem legal, rendeu boas entrevistas e uma delas surpreendeu (Derek Mears, o cara que vestiu a roupa de Jason e cuja entrevista completa você confere abaixo), mas – e sempre tem um ‘mas’ – uma das mesas-redondas foi um fiasco.

Quem estava nela? As moças bonitas que sempre atraem gente para esse tipo de filme. Foi um festival de respostas prontas e momentos constrangedores sem ter o que perguntar. Lembrou muito um momento constrangedor na Comic-Con, quando a Dark Castle anunciou um novo filme de terror e levou o elenco ao palco. Entre eles, estava Sophie Monk – atraente ao extremo – e Tad Hilgenbrinck, de Lost Boys – A Tribo. Eles não tinham nada a dizer e os fãs nada o que perguntar. Entraram, sentaram, levantaram e foram embora. Sempre me pergunto qual o objetivo disso. Vai entender? Isso sem mencionar a eterna Jessica Anta Alba.

Entretanto, era Derek Mears – o responsável por Jason Vorhees – que deveria ser a pior das entrevistas, já que ele é apenas o sujeito que veste a máscara. Para surpresa geral, Mears ganhou a mesa com seu bom-humor, boas respostas e um senso histórico fascinante em termos da mitologia de Sexta-Feira 13. Um dos principais motivos é o fato de o cara ser comediante stand up e de improvisação. Esse tipo de profissional é o mais gabaritado atualmente para entreter e, especialmente quando se fala em um filme cheio de mortes bizarras e surrealismo latente, rir é a melhor solução. Sexta-Feira 13 foi tão histórico que até mesmo o grandalhão que vestiu a máscara roubou a cena. E da melhor maneira possível.

Confira a entrevista exclusiva!

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Na década de oitenta, eu matava em média uma dúzia de adolescentes por ano. Isso é ser retardado? Vocês fazem idéia da dificuldade que é elaborar aquelas emboscadas no meio do mato? – Jason Vorhees

Ninguém me entende, minha mãe morreu e eu gosto de matar mulheres gostosas e adolescentes idiotas. Se bem que o fato de que eu gosto apenas de matar as mulheres gostosas é meio incompreensível para mim também. Mas a vantagem de você andar com um facão e uma máscara de hóquei pelo meio do mato automaticamente lhe dá o direito de fazer coisas incompreensíveis, já que quase ninguém aparenta estar disposto a lhe contrariar. Aliás, vocês deveriam tentar, se tiverem oportunidade. Especialmente a parte dos adolescentes.

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