Arquivo de dezembro, 2008

Posso sair na rua agora, falar com meia dúzia de pessoas e alguém vai filmar e colocar no YouTube em menos de 5 minutos. Tudo é mais fácil para os fãs hoje – Andy Serkis

Dois vilões distintos, dois livros fantásticos e um só ator. Andy Serkis deu vida a Sméagol e Gollum em O Senhor dos Anéis e agora encarna outro psicopata alucinado em Coração de Tinta, filme no qual interpreta Capricórnio. Fui até Londres conversar com o ator que recriou King Kong e, em breve, estará nas telas com As Aventuras de Tin Tin.

De onde você tira toda essa intensidade para seus personagens?
Vou meio para o tudo ou nada. Acho que se não me transporto para cada personagem, não vou ficar satisfeito com o trabalho e estar ali deixa de ter sentido. É uma espécie de modo de trabalho capaz de aplacar minha própria necessidade por motivação. Nunca farei um filme só por fazer. Preciso estar 100% envolvido com aquela situação. Mas muito disso se faz necessário para o personagem, por exemplo, Capricórnio é um sujeito movido pela vingança contra um mundo no qual ele não passa de um mau-feitor sem futuro, assim como muitos ditadores. A maioria deles foram subestimados ou ignorados, então a resposta sempre surge com força no outro extremo. Ele é motivado pelo medo, mas, no fundo, teme perder seu poder e, com isso, voltar a ser um Zé Ninguém. Assisti muitas coisas de Adolph Hitler para ajudar a compor Capricórnio.

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Coração de Tinta é boa surpresa no gênero fantástico com roteiro, direção e elenco de primeira linha. De quebra, tem Andy Serkis mostrando do que é capaz sem animação computadorizada ou efeitos exagerados.

LONDRES – Enquanto as adaptações de livros de fantasia desaceleram em Hollywood, obras relevantes ganham o espaço e qualidade que merecem nos cinemas. Uma delas é Coração de Tinta, versão cinematográfica do livro de Cornelia Funke, uma história envolvente e surpreendente que tem de tudo para conquistar bom desempenho nas bilheterias: astros famosos, boa história e as férias escolares! Brendan Fraser é Mo, um sujeito capaz de trazer qualquer personagem ou item literário para a vida caso leia em voz alta. Ao mesmo tempo um dom e uma maldição, especialmente para quem adora ler.

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O fenômeno Coringa em Batman: Cavaleiro das Trevas chamou a atenção pública para o perfil psicopata capaz de aterrorizar uma cidade, porém, ele não passa de um poderoso catalisador para uma nova realidade em Hollywood, que, mais do que nunca, dedica suas maiores realizações ao sujeito imprevisivelmente violento, sem motivações políticas… alguém puramente insano.

Falar em vilões ou personagens malucos sempre suscita a menção a alguns filmes famosos, mas em vez de ficar citando arquétipos clássicos ou obras estreladas por Jack Nicholson, precisamos olhar para a atualidade desse tema. A temporada de filmes do ano passado chamou a atenção para um perfil incômodo de indivíduo. Daniel Plainview viveu no extremo por conta de sua ganância em Sangue Negro, enquanto Anton Chigurh matava indiscriminadamente com sua arma de ar comprimido no Texas de Onde os Fracos Não Têm Vez. O Coringa que aterrorizou Gotham City chegou apenas para fechar esse trio assustador, mas não inteiramente malévolo sob o aspecto sócio-religioso.

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Novo hit cinematográfico reinventa os filmes adolescentes com romantismo demais e sobrenatural de menos. Chega a hora de Crepúsculo e a saga da família Cullen nos cafundós dos Estados Unidos.

Os vampiros estão em alta no mercado americano. Num ano que já viu o retorno dos Garotos Perdidos às telas e marcou a estréia da fantástica série True Blood na HBO, o gênero fechou o ano com chave de ouro nas bilheterias de cinema com Crepúsculo, de Catherine Hardwicke. É romance adolescente assumido, com pitadas de sobrenatural e a certeza de longa vida nos cinemas para sorte de Robert Pattinson (Harry Potter e o Cálice de Fogo) e Kristen Stewart, que interpreta Bella.

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Wolverine: Trailer

Publicado: 15/12/2008 em Cinema
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Se você ainda não viu, aperte o play e aproveite o passeio! Ê saudade da Comic-Con. 🙂

Comédia com Jack Black e Mos Def relembra os tempos do VHS e, meio que sem querer, critica a massificação do cinema.

A demora da estréia de Rebobine, Por Favor (Be Kind, Rewind) no Brasil tem um bom motivo. Por mais que a idéia por trás de um trio de desesperados que começa a refilmar filmes famosos “nas coxas” para atender aos clientes de uma pequena locadora de VHS seja legal, o público habitual de Jack Black não deve nem saber o que fazer com uma fita de vídeo. Justamente por isso, o mercado ficou um tempo sem saber o que fazer com essa comédia saudosista e, em certo ponto, profunda que já nasceu meio cult.

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Watchmen tem mais de 7 horas de material filmado. O futuro promete!

A informação mais importante do que Zack Snyder divulgou na segunda-feira talvez seja em relação ao corte da duração do filme, porém, o diretor deu uma ótima notícia sobre o assunto e sobre o DVD de Watchmen.

Para os mais afoitos: tudo indica que a versão do diretor também vá para o cinema. Acompanhe!
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