[Max Payne] Mark Wahlberg: nascido para ser bad boy

Publicado: 22/11/2008 em Cinema, Entrevistas
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Sou uma pessoa de extremos. Posso ser bastante intenso ou bastante bobo. Acho que depende da hora do dia (risos)

LOS ANGELES – Ele já foi garoto-propaganda da Calvin Klein, músico e cresceu num dos piores subúrbios dos Estados Unidos, mas hoje é um dos atores mais famosos de Hollywood. Produtor da série Entourage, Mark Wahlberg registrou mais um megassucesso de bilheterias com Max Payne, que estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos e chega, nesta semana, aos cinemas brasileiros com a adaptação de um dos mais famosos jogos de computador da história.

Em entrevista exclusiva, o astro falou sobre o novo filme, família, perspectivas de filmar no Brasil e o futuro de sua carreira, que pode estar bem próxima do final. Gente boa e de repostas curtas, Wahlberg é igualzinho à caricatura que o SNL fez dele pouco antes da estréia nos Estados Unidos.

    Podemos esperar seu retorno aos heróis de ação ou esse trabalho foi pontual?
    Depois de trabalhar como professor de matemática e contador, acho que foi um bom momento para voltar a fazer filmes de ação. Assim não corro risco de enjoar das coisas, sabe. Mas o que me surpreendeu foi ter lido o roteiro antes de jogar Max Payne, pois pude notar quantas coisas do jogo haviam migrado diretamente e eu nem imaginava. O game é muito cinemático e isso foi muito bom.

    Onde Max Payne se diferencia dos demais “sujeitos com uma arma” que o cinema nos mostra?
    O lado emocional é o mais complexo. Todo esse lance de ele ter perdido a família e como tenho três crianças maravilhosas na minha vida, pude transferir alguns medos e preocupações para ele, mas sem perder o controle e exagerar na reação. Ele é intenso demais e está numa posição na qual eu não gostaria de estar. Meu pior pesadelo é ver algo desse tipo acontecer com a minha família.

    Você é tão intenso quanto ele?
    Sou uma pessoa de extremos. Posso ser bastante intenso ou bastante bobo. Acho que depende da hora do dia (risos).

    E ainda há espaço para música na sua vida?
    Estou aposentado da música, mas ainda gosto de ouvir, confiro as rádios todos os dias, mas nada mais profissional.

    Sua passagem pela cena musical foi marcante, pelo menos no Brasil. Um DJ famoso precisou mudar seu nome artístico – Marky Marky – por sua causa.
    Não sabia disso!(risos). Pode pegar o nome de volta, é todo seu! (gargalhadas) Vários amigos que se chamavam Mark vinham me dizer que todo mundo que tinha esse nome estava enroscado depois que passei a usar esse nome artístico. (risos)

    Falando em Brasil, logo, logo você deve nos visitar para as filmagens de Brazilian Job ou isso ainda vai demorar?
    As chances de o filme ser feito são boas. Mas ainda estamos esperando por uma boa versão do roteiro para, então, começar a falar em filmagens. É muito complicado manter o ritmo numa seqüência, então, vai ser algo interessante.

    O que vocês esperam desse roteiro e qual deve ser a linha condutora da história?
    Para dizer a verdade, queremos nos divertir. Mas tudo tem que parecer novo e relevante. Fazer por fazer não vale a pena. Todo mundo fala tão bem do Brasil, deve ser legal filmar por lá!

    Max Payne investiu bastante em tecnologia e novas câmeras. Isso mudou o jeito de atuar?
    A tecnologia não complicou muita coisa, pois, no máximo, precisei fazer alguns movimentos mais lentos para auxiliar o processo de captação de imagem, mas foi só isso.

    No jogo, Max era intenso e profundo em suas motivações. Isso perdeu força com a inclusão de uma droga de forma tão aberta como no filme? Aliás, como esse elemento influenciou a história?
    Tudo que fiz depois que tomei a droga foi intenso demais, subimos um nível ali. Ficou muito assustador, pois criamos uma “atuação” combinada entre meu trabalho e efeitos realistas a ponto de transformar o que eu fiz em algo bastante convincente. Por outro lado, não acredito em algum tipo de incentivo ao uso de drogas. Primeiramente, porque tudo é fictício e também por conta de aquela droga ser muito mais um tipo de esteróide do que algo pesado e alucinógeno que esteja disponível na vida real.

    Quais eram seus sonhos de infância?
    Eu sempre queria ter um carro melhor que o do vizinho, mas sabia que ele conseguiu aquilo vendendo drogas e fazendo coisas ilícitas. Acabei vendo parte dos meus sonhos tomar outro rumo, quando comecei a trabalhar com algumas pessoas da minha paróquia. Interessante que volto lá e vejo que muitos desses caras ainda estão lá fazendo esse trabalho. No fim das contas, queria ser atleta, afinal de contas, ninguém saia de Dorchester para ser ator famoso em Hollywood.

    E agora é sua carreira que se tornou a prioridade? Como a família se encaixa?
    Minha família é uma prioridade, na verdade. Sempre tento conciliar trabalho com horários para ficar com eles. Passar o dia dando entrevistas, por exemplo, é complicadíssimo. Justamente por isso estou lentamente criando um cronograma que pode levar à aposentadoria ou, pelo menos, à redução drástica no número de filmes. O trabalho como produtor também exige muito e como tenho feito muito isso ultimamente, pode ser a tendência para o restante da minha carreira.

    Mesmo assim você tem passado por treinamento intenso para The Fighter [dirigido por Darren Aronofsky], certo?
    Estou treinando bastante. É como se fosse me tornar um lutador de verdade. Sparring, socos, resistência, trabalho de pernas, tudo. As mãos estão doendo um bocado e, como não tenho mãos reservas, quero filmar logo – antes dos 40 anos seria ótimo! (risos) – e deixar isso para trás. Estou próximo do apogeu da minha carreira (gargalhadas). O plano é filmar em 2009.

    E como está o envolvimento de Brad Pitt nesse projeto?
    Brad deveria estar envolvido, mas não está mais. Não sei o que aconteceu. Espero que alguém tão bom quanto ele entre na jogada.

    Você gosta de ser bad boy?
    Quebrar os outros é divertido, pelo menos na frente das câmeras. O dia que deixar de me divertir, atuar perde o sentido.

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comentários
  1. Thiago Silva disse:

    eu adorei “The Italian Job” e desde q começaram a aparecer os rumores de uma seqüência e q, melhor ainda, seria filmada aqui no Brasil to ansiosíssimo por esse filme. pena q na declaração ele deu a entender q isso vai demorar um pouco ainda, mas eu tenho paciência =)

  2. janete disse:

    eu amo esse ator, tomara que nao demore pra ele vir ao brasil, assistir todos os seus filmes to esperando mais…bjus

  3. janete disse:

    queria muito poder conhecelo pessoalmente…adoruuuuuuuuuuuuu ele…

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