Arquivo de novembro, 2008

Longa-metragem de duas horas retoma o melhor estilo de Jack Bauer ao dar o pontapé para a nova temporada com direito a conflito na África, maracutaias presidenciais e um novo vilão no meio disso tudo.

Jack Bauer quebrou tudo em seu retorno às telinhas. Esse é o sentimento causado por 24: Redenção, que redimiu tanto o personagem quanto a criticada equipe de roteiristas depois da sexta-temporada. A melhor definição para o telefilme de duas horas vem diretamente de Kiefer Sutherland, em entrevista ao SOS Hollywood, “24 at its best” (é 24 Horas no melhor de sua forma). E é impossível discordar dessa avaliação, especialmente depois de ver Jack Bauer peitando milícias africanas, defendendo crianças com a própria vida e mostrando que não abandonou sua humanidade.

A exibição de 24: Redenção foi o primeiro grande momento do domingo passado, que também marcou o final da primeira temporada de True Blood. Depois de um mês de propagandas pesadas e de tratamento de filme de cinema para essa estréia tardia em termos de temporadas norte-americanas, a Fox conseguiu ótimo resultado de audiência e mostrou inteligência ao lançar o título em DVD dois dias depois da estréia.

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Queime Depois de Ler recebeu muitos elogios da crítica, mas será que merece tudo isso ou é mais um daqueles casos de filmes que ninguém tem coragem de assumir que não gostou?

O talento dos irmãos Ethan e Joel Coen é inegável. Filmes como Fargo, O Grande Lebowski e o oscarizado Onde os Fracos Não Têm Vez demonstram a capacidade da dupla, que agora escracha com o gênero de filmes de espionagem e a imbecilidade das pessoas em Queime Depois de Ler. Sob a égide do humor negro e de não se levar a sério, o longa-metragem trilha um caminho perigoso entre os extremos da comédia, que pode passar de hilária a desconexa com grande facilidade, especialmente quando se trata de uma obra que vai atrair diversos públicos graças a seu elenco para lá de estelar com Brad Pitt, George Clooney, Frances McDormand, John Malkovich e Tilda Swinton.

A história é maluca, tão maluca que soa um pouco como os surrealismos de Charlie Kaufman. Um analista da CIA (Malkovich) é demitido, resolve escrever um livro, mas nem imagina que a esposa (Tilda Swinton) tem um amante (George Clooney). Decidida a pedir o divórcio, pois acha que o marido vai passar a viver à suas custas, ela rouba todos os dados do computador dele. Entretanto, por acidente, uma cópia do material vai parar nas mãos de dois imbecis: Brad Pitt e Frances McDormand; ele é um daqueles professores acéfalos de academia de ginástica, ela trabalha no mesmo lugar, mas colocou na cabeça que precisa de quatro cirurgias plásticas para se “reinventar” fisicamente.

O grande barato foi misturar esse monte de gente num rolo de proporções homéricas no qual ninguém sabe de nada e todo mundo tem a ver com todo mundo. No meio disso tudo está a chefia da CIA, mais perdida que cego em tiroteio. É uma sátira a quem se leva a sério, seja no meio da espionagem seja no meio cinematográfico. Entretanto tudo é feito com tamanha “normalidade” que a comédia custa a acontecer. Três personagens têm real potencial cômico – Pitt, Clooney e J.K.Simmons, como o chefe da CIA – e até cumprem sua função, mas não o suficiente para justificar tamanha carga de diversão atribuída a esse longa-metragem.

Por mais que soe como heresia para muita gente, a motivação por trás da trama é semelhante à do besteirol assumido Tenacious D – Uma Dupla Infernal, de Jack Black. Os músicos querem apenas pagar o aluguel e para isso peitam o Diabo em pessoa. O mesmo acontece em Queime Depois de Ler, com a personagem de Frances disposta até mesmo a vender “informações secretas” para os russos, tudo para conseguir pagar por suas operações plásticas. É a quintessência da imbecilidade moderna. A mulher arma um circo maluco, causa a morte de uma penca de gente só para conseguir fazer lipoaspiração? PeloamordeYoda…

Não há como negar, porém, que o resultado seja cáustico ao extremo e carregado de crítica social, incluindo boas sacadas sobre os sites de namoro, a falta de noção do sujeito moderno e também das instituições que “comandam” a sociedade. Tudo ali é extremo e não há meio termo. Se um personagem se considera inteligente, ele acha que é o melhor do mundo; quando é imbecil, o faz com louvor.

Tecnicamente é impecável, com grande trabalho de elenco e de enquadramentos, sempre bem feitos pelos Coen. É justamente a excelência técnica que prejudica Queime Depois de Ler, pois tudo é normal demais. O desenvolvimento dos personagens é próximo demais da vida real, faltando a eles o viés fantástico ou surreal capaz de destacar sua trama o suficiente para ser inesquecível. É um filme burocrático e pretensioso demais, a não ser para aqueles dispostos a encontrar genialidade onde ela não existe e comédia onde não há graça.

O que você acha? Deixe seu comentário e contribua para a discussão!


Quando um filme é zicado, não tem jeito, vai zicado até o final. Depois de todo aquele lero-lero sobre a diretora Lexi Alexander ter sido demitida e voltar, do filme ter sido editado para ficar menos violento, depois ficar violento de novo, agora vem a pior de todas as notícias para fãs brasileiros sobre o novo filme do Justiceiro — Punisher: War Zone não será lançado nos cinemas do Brasil. A Sony Pictures acabou de confirmar o cancelamento para nossa praça.

O título deve ser lançado direto para DVD em algum momento em 2009.

Ah, e a Lexi Alexander? Bem, ela vai participar do evento de lançamento do filme. Precisa dizer mais?

Rádio Blá!

Publicado: 24/11/2008 em Música, Pessoal

Fui convidado pelo Wagner, do Blablaismo, para gravar uma Rádio Blá. O resultado está no ar, cheio de músicas e, claro, bloopers de gravação! Clique aqui para conferir!

Obrigado ao Wagner e ao pessoal do Blablaismo! E vamo que vamo!

SOS Hollywood [Cast] – Max Payne

Publicado: 22/11/2008 em Cinema
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Nessa primeira edição do SOS Hollywood [Cast], Fábio M. Barreto fala sobre Max Payne — o filme, as entrevistas e até um pouco sobre o clima nas gravações de Prison Break, que ele presenciou nos estúdios da Fox.

Atualização:
Obrigado, Borbs pela edição e publicação! Só lembrando que esse material foi gravado pouco depois da estréia nos Estados Unidos. Os próximos serão mais “atuais”. Enviem perguntas e sugestões para os próximos, por favor!

     

    icon for podpress  SOS Hollywood [Cast] #01 [19:07m]: Download

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Assine o feed do SOS Hollywood [Cast], via iTunes ou onde você quiser, e sempre ouça tudo em primeiríssima mão… =D






Max Payne: Frustrou!

Publicado: 22/11/2008 em Cinema, Críticas
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Infelizmente, a promessa de “viver Max Payne” continua possível apenas no vídeo game.

Max Payne me frustrou. Estive em San Diego, na Comic-Con, e fiquei simplesmente alucinado com as cenas de ação, a falação sobre a tal Ghost Cam e toda a preocupação para fazer do filme a mãe das adaptações dos games para o cinema. Não foi nada disso e olha que a força de vontade era grande para gostar, especialmente por ter de entrevistar o Mark Wahlberg no dia seguinte. O roteiro tem uns disparates e seus bons momentos, mas não justifica tudo que foi falado a seu respeito. Sabe a história de que o trailer é mil vezes melhor que o filme? Bem, no meu caso, o material da Comic-Con mostrou tudo e o filme pronto não manteve o clima prometido.

Perguntei a vários amigos: você espera drama com ação / ação com drama / ou um montão de ação? Os mais velhos responderam a opção um, enquanto a galerinha queria era sangue! Confesso que fiquei no meio termo, querendo uma boa condução da história – já a trama está pronta há anos – e pancadaria sem dó nem piedade. Nem 8, nem 80. Fica ali no meio, com Max Payne mostrando para todo mundo que não liga para nada além de descobrir quem mandou a família para o beleléu.

Quer dizer que é ruim? Quer dizer que o filme ficou esquisito sob o aspecto de ação, pois as cenas são absurdamente doidas e a presença das Valquírias – aqueles seres assombrosos que aparecem nos trailers – cria um clima muito pesado. Por outro lado, porém, Payne parece um incompetente que investigou o mesmo caso por anos e só conseguiu chegar a algum lugar quando a Mona Sax – Mila Kunis – aparece na vida dele. Aliás, Olga Kurylenko, a nova Bond Girl também dá as caras, mas foi praticamente um bico filmado em três dias. Gata, misteriosa e logo sai de cena.

John Moore se defendeu dizendo que não queria exageros em termos de ação para não ter um Mandando Bala em suas mãos. Concordo com ele. Exagero enjoa, mas criar a tal da Ghost Cam – que filma 1000 quadros por segundo – e fazer três ou quatro boas cenas de ação não faz sentido. A cena em que Max Payne confronta um time da SWAT é bem interessante, mas não cumpre a promessa de “fazer o espectador entrar na pele de Max Payne”. Aliás, em apenas uma oportunidade a câmera é transportada para a ponta da espingarda do personagem e podemos sentir a alucinação dentro daquele mundo de extremos.

Todo o clima é acentuado com a presença de uma droga criada com fins militares e responsável pela criação de um tipo de supervilão com síndrome de superser. Claro que a tal droga está ligada à morte da família de Payne, mas é em sua composição conceitual que está a coisa mais interessante do filme: as Valquírias. As famosas criaturas da mitologia nórdica surgem como as responsáveis por recolher os guerreiros mortos em batalha, ou seja, os dignos de viver entre os deuses em Valhalla na próxima vida. No filme isso se traduz como um efeito da droga, uma vez que seus usuários conseguem vê-las.

Tudo ganha tons de batalha entre o Bem e o Mal. Claro, faria sentido caso houvesse limites para Max Payne. Ele dita as regras e ignora qualquer sinal de bom senso ou segurança para quem o certa. E é justamente esse sujeito extremo que perde tempo demais falando e pensando, em vez de agir de forma mais efetiva. Curioso notar que num filme tão “intenso”, falte sangue. Há muitas mortes, mas pouco sangue. Também há um bom número de personagens descartáveis e fora de tom ali. Logo de cara, um novato na delegacia aprende sobre a realidade de Payne. E some. Mais tarde, um líder criminoso a là Djimon Honsou em Constantine aparece, diz uma ou duas frases de efeito, e desaparece.

A impressão de que houve muito cuidado com o aspecto visual ao custo de mais preocupação com uma história capaz de se diferenciar de todos os outros filmes de “vingadores justiceiros” que o cinema entregou na última década. Existe toda a empolgação por conta do game, por finalmente vermos uma boa adaptação, mas tudo isso cai por terra. Max Payne é tecnicamente bem feito, mas faltou algo. Talvez autenticidade na atuação de Mark Walhberg, talvez roteiro mais conciso ou talvez um simples toque a mais de ação e objetividade.

Infelizmente, a promessa de “viver Max Payne” continua possível apenas no vídeo game. Quem sabe arrumam isso na seqüência, que vai rolar – fiquem após os créditos para conferir – em breve. É legal, mas não convence. Diferente do que disseram na Comic-Con, não foi Max Payne e nem Medium Payne. Foi, no máximo, Payne.

Sou uma pessoa de extremos. Posso ser bastante intenso ou bastante bobo. Acho que depende da hora do dia (risos)

LOS ANGELES – Ele já foi garoto-propaganda da Calvin Klein, músico e cresceu num dos piores subúrbios dos Estados Unidos, mas hoje é um dos atores mais famosos de Hollywood. Produtor da série Entourage, Mark Wahlberg registrou mais um megassucesso de bilheterias com Max Payne, que estreou em primeiro lugar nos Estados Unidos e chega, nesta semana, aos cinemas brasileiros com a adaptação de um dos mais famosos jogos de computador da história.

Em entrevista exclusiva, o astro falou sobre o novo filme, família, perspectivas de filmar no Brasil e o futuro de sua carreira, que pode estar bem próxima do final. Gente boa e de repostas curtas, Wahlberg é igualzinho à caricatura que o SNL fez dele pouco antes da estréia nos Estados Unidos.
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