Arquivo de agosto, 2008

Eles são atores tirando sarro de atores e não estão nem aí por criticarem a si mesmos. Trovão Tropical chegou para chacoalhar o mercado!

Trovão Tropical faz rir. Ponto. Por ser uma comédia, não precisaria ir além disso, mas, sob a batuta de Ben Stiller – que estrela e dirige o longa-metragem –, acaba criticando a classe artística de Hollywood e sobra para todo mundo. Stiller se destaca como o sem-noção que tenta salvar a carreira, enquanto Robert Downey Jr., atuando como “negão”, força tanto na gíria e no perfil “downtown LA” (acho que ele é parente do LeBrown, sei não), que nem mesmo o resto do elenco entende o que ele diz. Jack Black é o ponto fraco. Totalmente descartável e sem estilo, ele só ocupa espaço do que poderiam ter sido boas piadas. Adoro o Jack, mas ele começou a me deixar com a pulga atrás da orelha. Será que ele sempre foi tão repetitivo assim e só agora estou me tocando? Humm.

Cercado de polêmica – negros e grupos ligados a deficientes mentais protestando contra os exageros –, o filme é lotado de referências a clássicos de guerra, com direito a remake de cenas de Platoon, e mostra como a química entre o alucinado Downey Jr. e Ben Stiller, em mais um bom momento, funcionou muito bem. Além de tudo isso, Tom Cruise – mais doido que o normal – pinta e borda como um executivo de estúdio sem o menor escrúpulo. É um dos mais engraçados da temporada e não dá a mínima para a opinião dos críticos.

Bastante efetivo nas bilheterias, Trovão Tropical depende exclusivamente de seu elenco, que se auto-avacalha sem o menor problema. Entretanto sua melhor arma é Ben Stiller, que se mostra competente no comando e, diferentemente de seus companheiros, consegue separar as piadas das respostas conceituais quando fala de seu mais querido filho. O lançamento em Los Angeles foi uma zona por culpa do trio de estrelas, que não para de falar besteira e não deixou Ben Stiller em paz, mas, mesmo assim, alguma coisa se salvou no meio da bagunça!

Contém spoilers
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De acordo com Kiefer Sutherland, é só a série 24 Horas chegar ao fim que poderemos assistir a um filme temático. “Escrever a série é uma tarefa altamente complicada e os roteiristas fazem coisas fantásticas lá, mas não é possível fazer as duas coisas ao mesmo tempo”, explicou Sutherland em entrevista exclusiva ao SOS Hollywood. “Mas assim que encerrarmos o seriado, faremos o filme.” Mas aí vem a pergunta, quando? “Estamos em busca pela temporada perfeita. Quando isso acontecer, podemos dormir tranqüilos e tocar o filme.” Enquanto filma a sétima temporada de 24 Horas, Kiefer Sutherland segue firme na divulgação de seu próximo filme Mirrors, que já estreou nos Estados Unidos e chega ao Brasil em outubro.

É só Hugh Hefner convidar que a moçoila Anna Faris consideraria a possibilidade de ilustrar as páginas sagradas da Playboy!

Agora que interpretou uma coelinha da Playboy, em The House Bunny, Anna Faris – a eterba Cindy de Todo Mundo em Pânico – pegou gosto pela coisa. Ela vai estar na edição de setembro da versão norte-americana, mas devidamente vestida. Porém, em entrevista exclusiva ao SOS Hollywood realizada hoje, em Los Angeles, ela achou pouco.

“Nunca diga nunca, pode apostar. Seria uma ótima idéia e achei um barato simular uma sessão de fotos para The House Bunny. Aparecer na Playboy tem todo aquele glamour, sabe. Não é uma coisa física e sacana como a Hustler, por exemplo. Tem algo especial ali”, confidenciou a atriz de 31 anos, corpinho de 25 e não tem absolutamente nada a ver com as personagens tapadas que interpreta. Confira a entrevista completa, em breve!

Em tempo, The House Bunny é um barato! Bobagem total, mas eu ri feito louco de tão retardado!

Now that The House Bunny has hit the screens all over America, 31 y-old and hot comedian Anna Faris, was introduced to the glamour surrounding the Playboy Way of Life. And she liked it! Although she never dreamed about being a centerfold, she shed some light on the possibility on an exclusive interview to SOS Hollywood, yesterday in Los Angeles.

“Never say never to anything. I have never thought about it, but If Hef invites me now I know that this is something to value e give some serious thought. Playboy lives on glamour and style, and it’s a cultural icon, which turns it into something relevant and not silly or semi-porn like Hustler or Penthouse, for example. The only thing I know is that my parents would not be happy about it!”, said a clever and interesting Faris, whose first major hit was the comedy Scary Movie playing crazy Cindy.

Primeiro longa-metragem animado da saga aposta no militarismo e no ritmo acelerado para dar início à série de TV.

A retomada de George Lucas da sua maior criação depois do final da Trilogia Clássica foi marcado por um problema: a ausência de “guerra” em Episódio I. O título de Guerra nas Estrelas sempre pressupôs a presença marcante de batalhas, conflitos e uma boa dose de explosões nos filmes anteriores, sendo um dos fatores que causaram frustração e prejudicaram a bilheteria do filme. Lição vivida, lição aprendida. Com isso, ação e ritmo militar não faltam ao novo Star Wars: The Clone Wars, primeiro filme animado ambientado nesse universo. Entretanto a tarefa não é simples, uma vez que seu objetivo é definir um novo ritmo, que será seguido na série de TV que estréia no final do ano. E tudo isso é extremamente arriscado para personagens e equipe de produção, afinal, tudo é novidade, e novidades sempre são incertas.
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É, aqui o nome é Olympic Summer Games ou, simplesmente, Summer Games. Afinal, eles tem os Jogos de Inverno, então faz sentido ter os Jogos de Verão. Isso quando não resolvem chamar de Olímpia. Olimpíada é tão mais fácil!

Tenho acompanhado os Jogos Olímpicos pela TV, com cobertura ao vivo da NBC. Os caras simplesmente passam tudo que conseguem encaixar na grade. No total, são quatro canais envolvidos no evento é uma questão de escolher o esporte que você quer assistir. Claro que todo o foco é no “Team USA” seja no par ou impar ou na ginástica masculina, que entrou sabendo que apanharia.
Pela primeira vez assisti a uma corrida de caiaque e a disputa de tiro com arco. Até hoje eu só havia competido, mas nunca assistido a algo dessa magnitude. Deu até vergonha da minha média de pontos contra os coreanos. Aliás, coreano nasceu pra arco e flecha. Eles são animalescos! Bem, foi divertido e ninguém viu a cor da “flecha”.

A cobertura tenta ser democrática – agora, por exemplo, na ausência de algo melhor, estão exibindo Boxe Peso Mosca, entre Thailandia e Guatelama!!! – mas quando tem americano na parada, vira uma festa. Michael Phelps, por exemplo, está em comerciais de TODOS os canais por conta de faltar uma medalha para ser o maior medalhista de todos os tempos. Herói nacional é pouco para o sujeito.
Mas fiquei mesmo impressionado pela cobertura de ontem, na final da ginástica masculina. Os comentaristas cantaram a bola no início: a China vai levar e se os americanos levarem qualquer medalha vai ser lucro. O “Team USA” entrou sem moral e precisava fazer mágica. Bem, pela primeira vez, eu vi os comentaristas parecerem chineses. Os caras deliravam com o show que a China dava e colocavam a briga contra o Japão como o grande embate dos Jogos.

De repente, os americanos começaram a surpreender. Foi impressionante e, surpreendentemente, chegaram a ficar em segundo lugar por um bom tempo. E começaram a virar heróis por conta da narração, que enfatiza as qualidades do time que começavam a aparecer. Foi aí que caiu uma ficha. Todas as vezes que acompanhei esse tipo de transmissão no Brasil, precisei aturar aquelas ginastas aposentadas que comentam passar mais tempo elocubrando sobre as “dificuldades” que os atletas brasileiros enfrentam e como isso os prejudicam.

Aqui foi o contrário, o fato de ser um novo time só foi mencionado umas duas vezes. Todo o resto do tempo foi utilizado para analisar e elogiar o que os caras realizavam, mesmo quando erravam, havia algo de positivo no comentário. Não acho que tenhamos que ser ufanistas ou deixar de ver problemas, mas parece que a cobertura brasileira só vê o defeito, como se ficasse procurando uma desculpa para a eventual falha.

Nesse caso, o time de ginástica entrou como zebra – assumidamente –, mas ninguém ficou arrumando desculpa, sabe. Achei isso curioso, pois, a cada erro, por exemplo, o foco passava para o próximo atleta que precisaria arrebentar. E os caras se superaram, claro que não faziam idéia do que acontecia na TV, mas pareceu uma reação natural aos escorregões e que se encaixava perfeitamente no cenário de “sonho” que os narradores construíam.

No fim das contas, os moleques socaram os alemães, deram uma canseira nos japoneses e levaram a medalha de Bronze. Tudo foi festejado como se eles tivessem acabado de derrotar Hitler sozinhos. O que me leva a outro pronto. Uma nação que sempre briga pela ponta na corrida pelas medalhas dá sim importância ao Bronze. Embora ninguém faça anúncios elogiando o time como no caso do Phelps, o entusiasmo é o mesmo. Especialmente por eles terem vacilado e perdido o segundo lugar, o que teria sido uma conquista “impossível”, bem ao estilo americano. Aliás, só metade do time era “americana”. O cara que errou feio é filho de chineses e o sujeito que deu um show no cavalo é filho de um ex-campeão de ginástica da Rússia! Isso que eu chamo de globalização!

Enfim, um jeito diferente de ver as coisas. Empolgação total, em qualquer situação. Outro exemplo foi o narrador do Polo Aquático, que quase enfartou quando os Estados Unidos bateram a Itália hoje cedo. O sujeito ficou mais alucinado que o Galvão na final de 94!

Para completar, pelo menos umas cinco redes de restaurantes tipo Burger King e o meu supermercado tem combos e promoções para dar dinheiro para o “Team USA”. É realmente um esforço nacional. E, detalhe, embora os atletas sejam valorizados, independente do esporte, é o “Team USA que está vencendo… precisa de tantos pontos… ou ganhou o Ouro”. É a força modelo esportivo que foca no esforço coletivo e no endeusamento da nação.

Que cousa! A gente bem que podia ter um pouquinho disso, pelo jeito funciona!

Já contei para vocês que agora eu tenho televisão? É! E é HD! Chuuupa! Depois de 7 meses vivendo de material exibido na Internet gratuitamente (que os deuses abençoem o Hulu!) e de visitas à casa de conhecidos para assistir coisas como o SuperBowl, finalmente, posso me perder nos 900 canais de cabo disponíveis aqui. Nada que a gente não tenha, mas existem algumas diferenças e, claro, eu já tomei na cabeça! o_O Demorô, né?

Tudo por causa da HBO! É, depois de passar anos torcendo para a HBO entrar na NET, vi meu desejo se realizar e toooooooooma eu, mudei pra cá. Entoncês, qual foi a primeira coisa que fiz questão de fazer quando contratei o cabo? Pedi a HBO imediatamente como pacote extra. Extra? É, deixa eu explicar como funfuna por aqui.

Você contrata o sistema e tem todo o pacote básico, incluindo alguns canais em HD! Mas, basicamente, são os canais abertos que JÁ migraram e oferecem os dois sinais gratuitamente. Detalhe interessante, toda a produção de televisores norte-americanos já é tela plana há uns anos e agora virou standard de fábrica ser HD capable. A proposta aqui é que até o ano que vem, toda a programação de TV seja em HD. TODA!

Aí existe a opção de comprar as “tiers” adicionais, ou seja, os pacotes Premium. E lá fui eu seco: HBO! São 11 canais, incluindo um com filmes em HD, canal só de produções latinas – assistir Mandrake dublado em espanhol É BIZONHO – e a HBO Family, que só passa filmes bonitinhos. A programação é muito boa, vale cada centavo dos US$ 15 que eu pago por mês SÓ para ter a HBO.

Mas eu disse que tomei, né? É, tomei, porque comecei a zapear e o menu me deixou alucinado. Só filmão! Coisas que eu adoro e que eu estou doido para ver como Children of Men, por exemplo, começaram a aparecer na programação. Fui seco e selecionei para assistir. E não percebi: não era mais a HBO. Era o Cinemax! E aí caiu a ficha!

Os outros canais premium de filmes são o Cinemax, Showtime e o Starz. Cada um com sua faixa HD e outros perfis. O problema aí foi em relação ao perfil do Cinemax, na verdade, a diferença entre o estilo do canal no Brasil e aqui nos Estados Unidos. Trabalhei como assessor da HBO no início da minha carreira e, desde aquele período, o Cinemax foi um canal mais intelectual, com filmes mais densos e com uma proposta bem definida. Nada contra, sempre adorei.

Mas aqui o Cinemax se mostrou bastante comercial e repleto de blockbusters e filmes com apelo mais amplo. Também pudera, o Starz é um rolo compressor com a proposta de exibir apenas filmes com grandes astros de Hollywood. Claro que filmes independentes e obscuros aparecem por ali, afinal, atores e atrizes gostam de fazer filmes menores. De qualquer forma, isso transforma a concorrência e suas linhas de pensamento.

Por exemplo, no Cinemax Brasil – em agosto, confiram – os dois melhores filmes são Barry Lyndon e O Iluminado, ambos do Kubrick. Dois filmaços, genais e ambos parte da minha coleção. Barry Lyndon, inclusive, não está na coleção Kubrick, mas nos títulos de Guerra. Enquanto isso, na versão norte-americana os destaques são A Praia, Coração Valente e tem até espaço para A Volta do Todo-Podersoso. Ah, passa Mandando Bala quase todo dia! =D

E eu tomei porque pirei na programação e escolhi a HBO, que é a mais “normalzinha” nessa história toda. Só filmão também, mas claro que o filme do vizinho é melhor, não é? Enfim, é fantástico.
Mas a alegria vai durar pouco. Em alguns dias, a Ariel estará aqui e só vai haver espaço para Discovery Kids ou QQCoisaKids que ela resolver assistir, então já viu. É simplesmente alucinante conferir a programação de filmes e encontrar coisas boas, engraçadas e aquelas porcarias que só a gente gosta em algum dos canais. É uma festa!

Resumo da ópera: lá vou eu ter que gastar mais um pouco por mês para ter todos os canais Premium de cinema em HD! Ô fase! =D